Vida Urbana

Vazão do ‘Velho Chico’ diminui

Diminuição da vazão acontecerá de forma progressiva, medida foi adotada pela Chesf por causa do período de estiagem prolongada.




Por conta da estiagem prolongada, a partir de hoje, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) vai reduzir a vazão do Rio São Francisco em 200 m³/s (metros cúbicos por segundo). A diminuição acontecerá de forma progressiva, saindo de 1,3 mil m³/s para 1,2 mil m³/s, a partir de hoje, até atingir 1,1 mil m³/s no próximo sábado .

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) Ibama e a Agência Nacional de Águas (ANA) concederam autorização especial, em abril, e, na última quinta-feira, em Brasília (DF), em reunião envolvendo as entidades que atuam na Bacia do São Francisco, foi autorizado o início da operação da Chesf, responsável pelas usinas hidrelétricas na Região.

Em Sobradinho (BA), a vazão ficará em 1.300 m³/s. Em Xingó (AL/SE), até o próximo dia 10, a vazão será de 1.200m³/s . Após essa data, ficará em 1.100m³/s .

O superintendente de Operação da Chesf, João Henrique Franklin, afirmou que essa é uma medida importante para elevar o nível dos reservatórios, permitindo assegurar o uso múltiplo das águas do ‘Velho Chico’ nos próximos meses, tendo em vista as perspectivas de poucas chuvas. De acordo com ele, a barragem de Sobradinho encontra-se com 47,5% de sua capacidade.

“O período úmido que vai de novembro a maio já está chegando ao final e até agora as chuvas que têm caído na região foram muito reduzidas e pouco significativas na bacia do São Francisco. Os reservatórios não têm acumulado o volume de água esperado para a época”, explicou.

O superintendente descartou o risco de falta de energia. “Estamos guardando a água para o período de maior estiagem, não apenas para a produção de energia, mas para captação para o consumo humano, a irrigação e até a navegação”, pontuou João Henrique Franklin.

Segundo João Henrique, a Chesf está informando todos os municípios ribeirinhos e a população da redução da vazão das águas do rio São Francisco, para que todos adotem os procedimentos próprios, visando minimizar os impactos da medida. “Estamos explicando que a decisão foi necessária para permitirmos ter água nos reservatórios da Região que não tem previsão de chuvas nos próximos meses”, explicou.


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