Vida Urbana

Vacinação contra a febre aftosa na Paraíba é adiada devido ao coronavírus

Campanha seria iniciada em maio foi transferida para junho.




A primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa na Paraíba e demais estados nordestinos foi adiada de maio para o mês de junho. A decisão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) atende a solicitação de sete Serviços Veterinários Estaduais (SVE), em decorrência situação epidemiológica relacionada à ocorrência da Covid-19.

“Esta alternativa objetivaria preservar a cobertura vacinal adequada no cenário atual, atendendo aos anseios decorrentes do enfrentamento da emergência sanitária e evitando, ao mesmo tempo, transtornos intransponíveis para a certificação sanitária de animais, produtos de origem animal e para a manutenção do reconhecimento nacional e internacional da condição de livre da doença com vacinação, que prevê a manutenção de vacinação sistemática e cobertura vacinal adequada”, afirma o ofício, assinado pelo diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Marcos de Moraes, e pelo secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Tollstadius Leal.

Apesar do adiamento no Nordeste, o calendário 2020 em todo o país está mantido para o mês de maio, dentre os dias 1º a 31, com exceção também do estado de Goiás que solicitou antecipação da vacinação em 11 dias, com provável início para o dia 20 de abril.

A vacinação já estava ocorrendo desde o mês de março no Rio Grande do Sul e em parte do Amazonas e do Pará. Devem ser vacinados bovinos e bubalinos de todas as idades.

 

Mudanças

 

Para evitar a disseminação do novo coronavírus (covid-19), o ministério mudou os procedimentos de comprovação da imunização dos rebanhos contra a febre aftosa, para preservar a saúde dos produtores rurais e, também, do pessoal que trabalha no Serviço Veterinário Oficial (SVO). Conforme nota do Mapa, “não serão exigidas declarações de comprovação da vacinação que impliquem em comparecimento aos escritórios.”

Assim, a Divisão de Febre Aftosa (Difa) do Mapa orienta que a comprovação da vacinação contra a doença deverá ser realizada, preferencialmente, por meio dos sistemas informatizados, correio eletrônico ou outras soluções à distância.

“Quando não houver alternativa ao alcance, a comunicação presencial poderá ser postergada para um prazo a ser pactuado entre todas as partes envolvidas com o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) no estado ou no Distrito Federal”, assinala o comunicado do ministério.

 

Recomendações

 

No final de março, o Mapa determinou que “as entidades de produtores e das revendedoras de vacina contra a febre aftosa deverão se organizar para que a vacina seja, preferencialmente, adquirida junto às revendas agropecuárias por telefone ou outro meio de comunicação à distância disponível”.

A orientação ainda detalha que “a entrega pela revenda, pelo sindicato rural ou outra forma de entrega, deverá ser feita diretamente na propriedade rural que a comprou.”

A campanha de vacinação realizada anualmente tem que ser mantida para garantir o reconhecimento de que o gado criado, em diferentes estados, está em áreas livres de febre aftosa conforme estabelece a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). Isso permite a exportação da produção nacional de carne.


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