Vida Urbana

Usuários de transporte coletivo reclamam das novas paradas de ônibus da Lagoa

Passageiros que esperam coletivo na Lagoa denunciam calor e falta de informação nos abrigos .



Francisco França
Francisco França

As paradas de ônibus recém-instaladas no Parque Solon de Lucena (Lagoa), em João Pessoa, não escapam das críticas e da insatisfação dos passageiros de transporte coletivo. Segundo eles, o material usado na construção dos abrigos esquenta muito e  vaza água em dias de chuva. Além disso, as informações sobre as linhas de ônibus precisam de melhorias. A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) garantiu que os problemas serão solucionados na próxima semana.
Basta aguardar o coletivo por cerca de 20 minutos para a aposentada Maria Gomes, 69 anos, passar mal de tanto calor. “Eu estava comentando agora mesmo sobre essa quentura que sentimos aqui embaixo do abrigo. Parece que é pior do que se estiver fora dela. A gente passa mal de tanto calor. E quando chove, vaza água em cima da gente”, afirmou.

A também aposentada Luci Pinto, 67 anos, reforçou a denúncia e disse que às vezes é preciso ficar com a sombrinha aberta, mesmo embaixo do abrigo. “Só ameniza mais a temperatura se abrir a sombrinha porque esse material transparente esquenta demais. Deus me livre. Do jeito que os ônibus demoram a passar e a gente ter de ficar aqui esperando, só falta morrer de tanto calor”, disse.

Já Reinaldo Peixoto, 76 anos, além de também se queixar da alta temperatura em que fica exposto embaixo das paradas de ônibus, ele frisou que também falta informação, de melhor qualidade, sobre os locais em que cada linha do transporte para. “Essas placas informativas são muito mal elaboradas e distribuídas. O passageiro tem que ir em cada uma parada para saber se é lá que para o ônibus que ele quer pegar. É um absurdo!”, lamentou.

O superintendente da Semob, Carlos Batinga, assegurou que os abrigos são confeccionados em metal e lâminas de polipropileno, que possuem tratamento contra os raios ultravioleta (UV). “A temperatura que se sente embaixo desses abrigos é idêntica à que se sente em outros abrigos feitos com materiais diferentes, como o concreto, por exemplo. Como esses abrigos são baixos, geralmente irradiam calor. A diferença é que os da Lagoa possuem proteção UV, evitando danos à saúde dos usuários”, afirmou.

Sobre o vazamento de água, Batinga reconheceu que no período de chuvas, os espaços entre um abrigo e outro permitem a passagem de água, mas que as providências para sanar o problema já estão sendo tomadas.

“Nós vamos consertar o encaixe entre os blocos ainda na próxima semana para resolver isso. Aos poucos estamos fazendo as adequações necessárias, como a colocação dos bancos nas paradas de ônibus que era uma reivindicação dos passageiros e que já foram instalados na semana passada”, disse.

PLACAS INFORMATIVAS

Já em relação às placas informativas, Carlos Batinga garantiu que também passarão por melhorias e que a Semob vai providenciar um painel com informações gerais sobre as linhas que param em cada um dos abrigos, para que o usuário não passe por todas elas até encontrar o local exato do ônibus de seu interesse. “Enquanto isso, os passageiros podem se informar com os agentes de mobilidade e com os guardas civis que estão permanentemente no local”, pontuou.

 

 


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