Vida Urbana

USF do Tambiá é interditada; imprensa é impedida de entrar

Interdição foi por conta da falta de infraestrutura. Coordenadora disse que queria preservar a imagem dos pacientes. Promotor afirmou que impedir a imprensa de entrar era "norma ditatorial".



Divulgação
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Da Redação

Na tarde desta quarta-feira (11), os profissionais da Unidade de Saúde da Família (USF) no bairro do Tambiá sofreram uma interdição ética do Ministério Público da Paraíba (MPPB), juntamente com o Conselho Regional de Medicina (CRM), o Conselho Regional de Odontologia (CRO) e o Conselho Regional de Enfermagem (Coren). A unidade havia sido inspecionada no último dia 28 e a coordenação já tinha recebido as recomendações do MPPB, mas não cumpriu.

Segundo o médico fiscal do CRM, Francisco Leite, o local está em reforma há um certo tempo e a obra não tem caminhado. Os atendidmento estão sendo feitos em um anexo de uma associação local que não tem condições de receber os pacientes. No local, foram constatados que não existem consultórios, por exemplo, e que não há privacidade nos atendimentos. Também existe risco de acidentes devido à reforma. Moradores ainda reclamavam de falta de vacinas, remédios e médicos.

Com essas irregularidades, os órgãos de classe podem proibir os profissionais de exercer sua funções, apesar de o local continuar aberto. O funcionário da saúde que quiser continuar trabalhando poderá responder por um processo ético. “Mas esse não é o problema, afinal estamos lutando por melhores condições de trabalho deles”, afirmou Francisco.

Durante a interdição, a entrada da imprensa no local foi impedida pelos funcionários do local. Ainda houve uma uma discussão entre a coordenadora Kerle Lucena e o promotor da Saúde João Geraldo Barbosa. “Isso é uma ausência de transparência, essas são normais ditatoriais, a Prefeitura quer esconder o que está acontecendo”, afirmou o promotor.

A coordenadora Kerle se defendeu afirmando que a imprensa não poderia entrar para preservar a imagem das pessoas que estavam dentro da unidade. “Não há proibição, mas vocês não estão autorizados a entrar”, disse.

Resposta da Prefeitura

A assessoria da Secretaria de Saúde do município afirmou que a unidade que foi interditada era provisória e estava sendo usada apenas para que a população não ficasse desatendida, mas que outro lugar para instalação já está sendo procurado e que a remoção será feita o mais rápido possível.

A secretária Roseana Meira não pode falar com o Paraíba1 porque estava em uma reunião com o presidente do sindicato dos médicos.

Distrito Mecânico I e II

A USF do Distrito Mecânico I e II também seria interditada por irregularidades, porém, ao chegarem no local, o MPPB, o CRM, o CRO e o Coren constataram que uma reforma já está acontecendo no local. Até o fim do mês, os órgãos voltarão à unidade para conferir se o local provisório onde os atendimentos serão realizados está em boas condições de trabalho.

Antes, esta unidade, segundo Francisco Leite, tinha, entre outros problemas, mofo, sala de esterilização inadequada, falta de privacidade, geladeira de vacinas quebrada, sala de nebulização no corredor, falta de climatização e apenas um banheiro.


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