Vida Urbana

UFPB produz máscaras de proteção facial para profissionais da saúde contra coronavírus

Ao menos 50 equipamentos já foram produzidos. Estimativa é de que 500 sejam feitos até a próxima semana.




Foto: Divulgação UFPB

Com o objetivo de auxiliar no combate ao novo coronavírus no estado, a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) começou a fabricar máscaras de proteção facial para os profissionais da saúde do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), em João Pessoa. Pelo menos 50 máscaras foram fabricadas até esta sexta-feira (27), e a estimativa é de que mais 500 sejam feitas próxima semana, no Laboratório de Fabricação Digital, o Fablab.

A demanda de máscaras necessária aos profissionais de saúde de toda a Paraíba é de, pelo menos 4 mil. De acordo com com o professor do Centro de Energias Alternativas e Renováveis (CEAR) da UFPB, Euler Macêdo, o material serve para aumentar o nível de proteção dos profissionais que vão atuar em contato direto com pacientes acometidos por Covid-19.

“São equipamentos de proteção individual extremamente seguros. Evitam o contato com gotículas que possam atingir o rosto, o nariz, a boca e os olhos. Previnem contágio contra vírus, bactérias e outras contaminações. Indicadas para médicos, enfermeiros, dentistas e outros que trabalham em hospitais, clínicas e unidades de saúde”, assegura.

A equipe responsável pela fabricação das máscaras no Flablab é composta pelos pesquisadores e docentes Lucas Hartmann, José Maurício Ramos e Camila Seibel, e pelo estudante de Engenharia Elétrica da UFPB, Patrick Silva. As tarefas necessárias à fabricação do material estão sendo realizadas de maneira remota, por conta da necessidade do isolamento social.

Os interessados em contribuir com o projeto podem entrar em contato com o professor Euler Macêdo, que coordena a iniciativa, através do telefone (83) 99134-1243, ou com a equipe Fablab da UFPB, por meio do e-mail fablab@cear.ufpb.br.

Outras iniciativas

 

Na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), pesquisadores do Núcleo de Tenologias Estratégicas em Saúde (Nutes) também estão desenvolvendo protetores faciais para os profissionais da saúde do estado. De acordo com a coordenadora do laboratório que está desenvolvendo o protetor facial, Yasmyne Martins, os profissionais poderão ficar ainda mais seguro com o uso do material. “Com esse protetor os profissionais de saúde poderão usar as máscaras N95 por mais tempo na luta contra o Covid-19, pois vai funcionar como um protetor destas máscaras, que já começam a faltar no mercado”, afirmou Yasmyne.

O grupo conseguiu agregar a participação de pessoas com impressoras 3D à disposição e dispostas a ajudar. Segundo o secretário de Ciência e Tecnologia de Campina Grande, Lucas Ribeiro, a ideia da pasta é criar uma rede de apoio entre indústrias e startups, além das que já estão participando do projeto, que desejam colaborar no desenvolvimento de protetores faciais. Para ajudar na demanda de materiais em todo o estado, o Nutes pede que empresas que também trabalham com a tecnologia 3D e queiram participar do projeto entrem em contato através do telefone (83) 3315-3336 , ou pelo e-mail nutes@uepb.edu.br.

 

 


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