Vida Urbana

Suspeito de matar ex com tiro na cabeça tem Habeas Corpus negado

Crime teria ocorrido no dia 18 de julho no bairro do Muçumagro.



Rafaela Gambarra
Rafaela Gambarra
Suspeito do crime, Carlos Eduardo, teve Habeas Corpus negado pelo TJPB

O suspeito de assassinar a própria esposa com um tiro na cabeça em João Pessoa teve o Habeas Corpus negado pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). A informação foi divulgada nesta quarta-feira (24). O crime teria ocorrido no dia 18 de julho no bairro do Muçumagro.

De acordo com a defesa do acusado Carlos Eduardo Carneiro Ferreira Filho, ele estaria sofrendo constrangimento ilegal, inicialmente, por não haver flagrante, nem indícios de autoria do crime contra a professora Priscila Vanessa, além de o réu ser primário, possuir residência fixa e profissão definida.

Já o relator, desembargador João Benedito da Silva, entendeu que a decisão de 1º grau que decretou a prisão preventiva de Carlos Eduardo está suficientemente fundamentada, “demonstrando tratar-se de medida imprescindível para a garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal”.

A decisão aponta que, conforme relatório e Inquérito Policial, "a cena do crime encontrava-se alterada, a arma usada no crime não estava próximo ao corpo da vítima, o aparelho DVR de circuito de câmeras de segurança estava aparentemente desligado, […] e a arma do crime foi encontrada sobre uma pá plástica numa distância de 2.50 m do corpo da vítima".

No entanto, testemunhas que estiveram no local antes da chegada da polícia disseram, em seus depoimentos, que não viram a arma do crime próxima à vítima em nenhum local da casa.

Há ainda nos autos um laudo pericial apontando a existência de morte violenta na modalidade ‘homicídio’.

O relator ressaltou ainda que, para a decretação da prisão preventiva, é suficiente a comprovação da presença de meros indícios acerca da autoria, e que, a existência de condições pessoais favoráveis ao réu (emprego certo e endereço residencial fixo) não autorizam, por si só, a concessão de liberdade provisória.

Pai acredita que homem é culpado

O pai da professora acredita que a filha foi assassinada pelo companheiro após descobrir algum segredo dele. As declarações foram feitas durante coletiva de imprensa realizada pela Polícia Civil dias depois do crime. 

"Eu acho que minha filha descobriu algo sobre ele", disse na época. "Minha filha era evangélica, devido ao estilo de vida dela ela não deve ter compactuado com o que descobriu", declarou, acrescentando que a filha parecia estar sendo "oprimida" ultimamente e que ela chorava constantemente nos dias que antecederam sua morte.

A delegada do caso, Maria das Doures Coutinho, informou durante a coletiva que foram encontradas mensagens do suspeito que demonstravam desprezo em relação à vítima, o que leva a polícia a crer que eles passavam por um momento conturbado no relacionamento."Foi queima de arquivo", concluiu o pai de Priscila.

Cena do crime foi forjada para parecer suicídio, diz polícia

Na época, Carlos Eduardo negou envolvimento na morte de Priscila. Ele afirmou que foi dormir às 21h no dia do crime e acordou com os disparos. "Eu fui socorrer. Ela deu o último suspiro no meu braço. Minha vida era ela. Chamei [o Samu] na hora", declarou. 

O homem matinha ainda uma arma enterrada em casa que, segundo ele, era herança de seu pai; ela estaria escondida porque ele estava "esperando mudanças na lei para poder registrá-la". Ele declarou que ensinou a Priscila como usar a arma.


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