Vida Urbana

Servidores da Educação de JP protestam por reajuste salarial

Categoria cobra uma nova proposta de reajuste. Semana passada, a administração municipal ofereceu 3%. O sindicato pede 16%.



Rammom Monte
Rammom Monte

Servidores e professores da Educação de João Pessoa realizaram um protesto, na manhã desta segunda-feira (14), no Centro Administrativo Municipal, em Água Fria. A categoria, que está em greve, fez o movimento para cobrar do prefeito Luciano Cartaxo (PT) uma nova proposta de reajuste salarial. Na sexta-feira (13), a administração municipal ofereceu um índice de 3%, mas o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município (Sintem) quer 16%.

De acordo com o integrante da comissão de negociação do Sintem Luiz Armando, a proposta oferecida pela prefeitura é muito abaixo do esperado e não tem como ser levada à nova assembleia da categoria, marcada para a próxima quarta-feira (18). Ele disse também que a prefeitura fechou o diálogo para as outras reivindicações, como as modificações no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e o protesto cobra outra reunião para discutir os pontos.

O presidente do Sintem, Daniel de Assis, considerou a proposta de 3% feita pela prefeitura como "ridícula" e afirmou que o índice é um retrocesso na política salarial do magistério. Segundo ele, a prefeitura sequer vem pagando o piso salarial para professor polivalente prestador de serviço, que percebe R$ 1.052,00, bem inferior aos R$ 1.198,61 previstos para uma carga horária de 25 horas. "O vencimento inicial referência para o piso do magistério é R$ 1.403,70 e com o reajuste oferecido de 3% iria para R$ 1.445,90, o que representaria um acréscimo de apenas R$ 42,11", disse.

Com a greve iniciada nesta segunda-feira, 60 mil alunos, de 95 escolas e 34 Centros de Referência em Educação Infantil (Creis), ficaram sem aulas.No total, 8.500 profissionais, sendo 4.500 educadores, paralisaram as atividades.

A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) divulgou uma nota à imprensa na tarde desta segunda-feira (16) informando que ofereceu na sexta-feira (13) um reajuste real de 3% e lamentando o fato de os professores decidirem deflagrar a greve sem ter avaliado esta proposta.

Confira a nota da PMJP na íntegra:

"A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) lamenta a decisão dos professores da Rede Municipal de Ensino em deflagrarem greve mesmo antes de avaliarem a proposta feita na última sexta-feira, 13, durante reunião entre representantes da categoria e o prefeito Luciano Cartaxo.

Mesmo com a crise econômica que atinge o poder público em todo o País, a Prefeitura apresentou proposta de reajuste real de 3%. Com esse reajuste, um professor de nível superior da rede municipal de ensino da Capital passaria a receber R$ 2.506 para uma carga horária de 30 horas semanais. Vale lembrar que os professores da rede municipal já têm o segundo melhor salário das regiões Norte e Nordeste.

A educação sempre foi uma das prioridades da atual gestão, que em apenas dois anos já investiu mais de R$ 2 milhões exclusivamente na formação dos professores, como forma de melhorar a qualidade do ensino. Além disso, também foi realizado um dos maiores concursos públicos para seleção de professores, quando mais 1.300 profissionais foram empossados para reforçar a equipe da rede municipal.

O prefeito Luciano Cartaxo está aberto ao diálogo como forma de conciliar o que deseja a categoria e com o que é possível oferecer."

Ato reuniu professores e servidores em frente ao Centro Administrativo Municipal hoje pela manhã (foto: Walter Paparazzo)

 

(Atualizada às 16h32)

 


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