Vida Urbana

Segurança privada tem mais de 7,2 mil homens

Vigilantes são formados pela DPF e representam 75,17% do efetivo da Polícia Militar




A sensação de insegurança, a falta de confiança na segurança pública, aliada aos frequentes casos de homicídios, assaltos e furtos têm motivado a contratação de empresas de segurança privada por pessoas que buscam garantia da integridade física e patrimonial. Entretanto, contratar um destes serviços pode custar caro, já que os valores oscilam entre R$ 200 e até R$12 mil, a depender da necessidade do contratante.

De acordo com dados do Departamento de Polícia Federal na Paraíba (DPF), ao longo de 27 anos, foram formados 25.939 vigilantes no Estado, mas apenas 7.216 trabalham atualmente na área, o que representa 75,17% do efetivo da Polícia Militar, estimado em 9.600 policiais. A assessoria de imprensa da Polícia Federal (PF) esclareceu que, entre os 25.939 vigilantes formados, existem aposentados, falecidos e pessoas que não se submeteram à reciclagem e, portanto, não possuem condições de atuar na área.

No segmento, atuam 26 especializadas e três de cursos para formação de vigilantes. A PF, responsável pelas autorizações referentes ao exercício das atividades em segurança, recomenda que antes de contratar quaisquer serviços destinados à segurança de pessoas, defesa do patrimônio e escolta de cargas ou de valores, deve se verificar junto às Delegacias de Controle de Segurança Privada (Delesps), localizadas nas Superintendências Regionais da Polícia Federal, se a referida empresa está realmente habilitada e autorizada para prestar esse tipo de serviço.

De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, o contratante ou tomador de qualquer serviço torna-se corresponsável pelos atos e possíveis irregularidades da contratada, como em possíveis delitos que venham a ser cometidos por empregados terceirizados pelo tomador do serviço se o serviço for de natureza clandestina.

Foi com receio de ações criminosas que o professor Sandro Soares instalou 82 câmeras de segurança no condomínio onde mora, além de sensores de presença em todo o perímetro do prédio e cerca elétrica. A manutenção dos equipamentos custa mensalmente R$ 700. “Todas as áreas comuns são vigiadas durante 24 horas, como corredores, área social e de convívio. Só não temos câmeras dentro dos apartamentos”, contou Sandro Soares.

Entregadores não têm acesso ao prédio e, caso o morador se ausente do prédio por um longo período, uma outra pessoa não pode entrar, apenas com autorização prévia. “João Pessoa está ficando cada dia mais insegura, por isso, fazemos investimento em segurança e tentamos barras alguns crimes como assalto”, destacou Sandro Soares. (Colaborou Luzia Santos)


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