Vida Urbana

Secretário de Educação reafirma corte de ponto e descarta reajuste

Secretário de Educação do Estado, Afonso Scocuglia, conversou com a reportagem do Paraíba1 e explicou o motivo para o corte no ponto dos profissionais da educação.




Inaê Teles

O secretário de Educação do Estado, Afonso Scocuglia, conversou com a reportagem do Paraíba1 e esclareceu alguns pontos que estão sendo reivindicados pelos professores da rede estadual de ensino. Ele também reafirmou que os dias não trabalhados serão descontados. A categoria paralisou suas atividades nesta terça (22) e, de acordo com representantes dos professores, cerca de 400 mil alunos ficam prejudicados. até a quarta-feira (23).

"Cada um tem que procurar os seus direitos. Eles acharam que paralisando alcançariam os seus. Eu, por outro lado, tenho o direito de preservar os estudantes e as suas famílias, para que tenham as aulas. Por isto estão previstos os descontos no fim do mês par aos dias não trabalhados", esclareceu o secretário. 

O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (Sintep), reivindica, entre outras coisas, o reajuste do piso nacional, de 13,73%, que sengundo ele, deveria ter sido aplicado em janeiro.

De acordo com Afonso, no momento, o reajuste apresentado pela categoria está fora do orçamento do Governo. “Já conversamos com eles sobre as dificuldades do Estado, por conta das heranças passadas. O reajuste será analisado dentro do equilíbrio financeiro. Quando for possível daremos o aumento”, explicou.

Outro ponto questionado pelos educadores é em relação às nomeações dos professores concursados. Afonso disse que eles já estão sendo convocados. “Chamamos os professores de filosofia e sociologia. Eles estão sendo nomeados para trabalharem como pró-tempores”. A primeira parte foi chamada e ao longo do ano será chamada uma outra parte. Ainda segundo Afonso, os diretores também já foram nomeados.

Por fim, a categoria reivindica a realização de concursos públicos, que por enquanto, a possibilidade está descartada pelo Governo. “Seria uma irresponsabilidade abrir um concurso neste momento”, finalizou o secretário.


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