Vida Urbana

Ansiedade: entenda a diferença entre a reação normal e quando é doença

Cerca de 20% das mulheres e 8% dos homens apresentarão distúrbios de ansiedade na vida.




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Ao acessar o Portal G1 essa semana, vi que eles publicaram uma retrospectiva e nela um artigo sobre os principais termos pesquisados pelos brasileiros no Google em 2018. Ansiosamente fui procurar quais foram os problemas de saúde mais pesquisados e acabei descobrindo que a minha “ansiedade” também levou milhões de pessoas até a internet.

Pudera: a Organização Mundial da Saúde (OMS) em seu último relatório sobre saúde mental disse que o Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo. Estima-se que cerca de 18 milhões de brasileiros de todas as idades convivam com esse problema.

Problema? Nem sabia que ansiedade era um problema… Brincadeiras à parte, deixa eu explicar melhor para vocês.

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O que é normal?

A ansiedade é uma reação normal diante de algumas situações que possam provocar medo ou dúvida. Toda vez que o meu corpo é desafiado, ele se prepara para enfrentar os percalços e se adaptar à nova condição de vida. Sabe aquele friozinho na barriga antes da viagem de férias, da entrevista de emprego ou do primeiro encontro com a pessoa amada? Isso chama-se ansiedade.

O que é doença?

Em algum momento da vida, 20% das mulheres e 8% dos homens apresentarão distúrbios de ansiedade. Eles podem ser reconhecidos por preocupação excessiva, persistente e de difícil controle, que perdura por seis meses no mínimo e vem acompanhado dos seguintes sintomas: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono.

Viu que o transtorno de ansiedade é diferente da ansiedade do dia a dia?

De uma forma geral, é importante ressaltar que o nível de ansiedade é desproporcional aos acontecimentos que funcionam como gatilho, o que causa muito sofrimento e interfere na qualidade de vida e no desempenho familiar, social e profissional.

O transtorno da ansiedade generalizada pode afetar pessoas de todas as idades, desde o nascimento até a velhice.

* André Telis é médico cardiologista, professor do curso de medicina da UFPB, colunista de Saúde na CBN João Pessoa e escreve sobre o tema às quartas-feiras no Jornal da Paraíba


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