Vida Urbana

Rezadeira se diz orgulhosa em ajudar as pessoas

Para dona "Zefinha", que aprendeu a missão com as vizinhas, ser rezadeira é ter o dom da palavra de Deus.




As rezas começam com o sinal da cruz feito com os galhos de diversas plantas, colhidas nas casas das próprias rezadeiras, como a vassourinha, arruda ou o pinhão roxo. Desde que tinha 11 anos, a benzedeira Josefa Rodrigues, a dona “Zefinha”, hoje com 84 anos, aprendeu a observar a movimentação dos ramos nas mãos de suas vizinhas, na zona rural do município de Piancó, Sertão do Estado. Para ela, ser rezadeira é ter o dom da palavra de Deus e poder repassá-la através de uma consagração.

“Quando eu era criança, deixava de brincar para prestar atenção nas minhas vizinhas. Foi com elas que aprendi a rezar. Eu acho que esse dom nasce com a pessoa e quando a gente tem, pode ser em que época for, que as rezadeiras não vão se acabar”, contou. Morando hoje no bairro do Jardim Paulistano, em Campina, ela disse que é conhecida por todos da área, mas que pessoas de longe vão visitá-la, reclamando de algum mal físico ou querendo se livrar de energias negativas. “Nós somos apenas um instrumento de Deus para transmitir coisas boas para essas pessoas. Se elas nos procuram é porque acreditam e têm fé. A gente não pode se negar a atender alguém que venha até nós, porque essa é a nossa missão nesse mundo”, explicou.


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.