Vida Urbana

Reforma em alas atrasa acomodação de pacientes

Reforma diminuiu quatro leitos do setor, mas deverá ser finalizada na próxima semana, segundo direção do HUAC.




O Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande, está com duas alas do setor de Infectologia em reforma e isso está atrasando ainda mais o internamento de pacientes que precisam de tratamento, como o filho da autônoma Kátia Gorgônio e precisa de atendimento especializado imediatamente. De acordo com o diretor administrativo do HUAC, Roberto Gomes, a reforma diminuiu quatro leitos do setor, mas deverá ser finalizada na próxima semana.

Ele explicou que a reforma foi necessária para consertar a rede hidráulica das duas alas, que possuem 13 leitos somando com as demais salas. “A reforma é simples e as alas deverão estar completamente preparadas para receber esses pacientes na próxima semana. Como o prédio do hospital é antigo, a manutenção é necessária para que funcione adequadamente”, explicou. Embora necessária, a reforma acabou atrasando o internamento de alguns pacientes, que aguardam as vagas em outros hospitais da cidade.

Este é o caso do filho de Kátia, que depois de contrair dengue, apresentou diversos sintomas, como perda rápida de peso e uma hepatite ocasionada pela quantidade de remédios que foram tomados. “Nós já fizemos vários exames que ainda não detectaram a causa da perda de peso e a baixa imunidade que ele acabou adquirindo. Sabemos que ele desenvolveu a hepatite devido aos medicamentos para curar a dengue.

Estamos preocupados porque ele está internado em um hospital que não oferece as condições necessárias. Me explicaram que se ele continuar lá pode ser infectado, já que não existe uma ala específica onde possa receber um atendimento mais especializado”, contou.

A autônoma explicou que procurou o HUAC na semana passada, mas foi informada que seu filho não seria internado devido à reforma de duas alas.

“Ele já perdeu sete quilos em uma semana e está cada vez mais fraco”, frisou Kátia Gorgônio. O filho de Kátia tem 32 anos.

O diretor administrativo do hospital, Roberto Gomes, contou que mais três pacientes aguardam uma vaga no setor de Infectologia e estão internados temporariamente no Trauma de Campina Grande. “Infelizmente, a falta de vagas é uma constante no hospital, não somente pelas reformas, mas porque a demanda é muito grande e não há condições de atender toda ela”, afirmou.

Conforme o diretor médico do HUAC, Alberto Ramos, são cerca de 160 leitos em toda a unidade, para o atendimento de Campina Grande e mais 80 cidades próximas. “Como a cidade é referência para a Paraíba e até estados como Pernambuco e Rio Grande do Norte, as pessoas acabam migrando para cá e o hospital está sempre superlotado. No caso das internações, a preferência é dos casos mais graves”, disse.
 


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