Vida Urbana

Rede Paraíba no combate ao crack

Campanha da Rede Paraíba procura voltar o olhar do público ao alto número de vítimas que a droga vem fazendoem todo o estado.



Francisco França
Francisco França
Para o gerente de Marketing da Rede Paraíba, Láuriston Pinheiro, o problema da dependência deve ser debatido regularmente

A Rede Paraíba de Comunicação lança hoje a campanha “O crack não dorme: acorde para o problema”, visando a prevenção e o combate à dependência da droga. A partir de hoje e por tempo indeterminado, os telejornais das TVs Cabo Branco e Paraíba vão trazer matérias tratando o poder de destruição do crack, uma iniciativa que procura voltar o olhar do público ao alto número de vítimas que a droga vem fazendo em toda a Paraíba.

Para lançar a campanha, a equipe do JPB 1ª Edição preparou um telejornal especial para esta quarta-feira. Os apresentadores Carla Visani, Bruno Sakaue e Lucy Lima trarão matérias voltadas para a prevenção e o tratamento dos dependentes da droga, através de depoimentos de familiares e usuários que sofrem ou já sofreram com o vício, além de análises do que está sendo feito no Estado para frear o tráfico e que medidas ainda podem ser tomadas. O jornal receberá também convidados no estúdio de diversas áreas, que explicarão, por exemplo, os danos do crack no organismo. As notícias do dia também serão abordadas, porém com um espaço mais restrito nesta edição.

Além das matérias, os telespectadores também vão conferir VTs especiais exibidos nos intervalos da programação. Os filmes trarão a fala de dependentes químicos, que exporão o drama que vivem por causa do crack.

Para o gerente de Marketing da Rede Paraíba, Láuriston Pinheiro, a dependência do crack já tomou proporções tão graves que deve ser debatida regularmente pelos meios de comunicação.

“Sabemos que todas as drogas merecem atenção, mas o crack é a do momento. É uma droga barata, que chega facilmente a pessoas de todas as faixas etárias e de níveis sociais diferentes.

Sendo assim, acredito que trata-se de um assunto que precisa ser abordado pelas empresas de comunicação, além da esfera policial, e é isso que a Rede Paraíba está querendo fazer.

Precisamos promover um trabalho de conscientização, para frearmos esse mal o mais rápido possível”, comentou.

A ideia de promover a campanha partiu da própria Rede Paraíba, ao deparar-se com um grande número de depoimentos de dependentes e familiares em repercussão às matérias produzidas pela equipe de jornalismo sobre o tema. Os dirigentes da empresa se reuniram, no ano passado, com representantes do poder público, entidades e profissionais dedicados ao combate às drogas, ocasião na qual a campanha foi planejada.

A editora regional da Rede Paraíba, Ana Viana, enfatizou a função da empresa como voz da população. “Acredito que o papel do jornalismo é informar, mostrar e discutir temas de relevância para a sociedade. Temos que fiscalizar o poder público, trabalhando sempre em benefício da população e é isso que estamos fazendo. A ideia é fazer com que a sociedade nos veja como um canal, através da qual ela pode se comunicar com as autoridades do Estado. Tendo em vista a gravidade do problema do crack, já estava na hora de alguém se dedicar a fundo para tratar desse tema”, afirmou.


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