Vida Urbana

Promotoria pede prisão perpétua para autor de chacina de paraibanos na Espanha

Patrick Gouveia é réu confesso e está preso desde 2016. Julgamento deve acontecer ainda no 1º semestre.




A promotoria de Guadalajara pediu a prisão permanente para François Patrick Nogueira Gouveia, reú confesso da chacina de uma família paraibana na cidade de Pioz, na Espanha. O pedido foi apresentado pelo Ministério Público espanhol na segunda-feira (5). A pena é uma espécie de condenação perpétua que pode ser revista a cada 25 anos.

Patrick está preso na Espanha desde outro de 2016. Ele confessou que matou e esquartejou o tio Marcos Campos Nogueira, a esposa dele, Janaína Américo, e os dois filhos do casal, de 1 e 4 anos de idade. O crime aconteceu em um chalé onde Patrick morava com os parentes, em agosto de 2016.

De acordo com o pedido da promotoria, que foi acompanhado pela assistência de acusação, Patrick deve ser enquadrado no artigo 140 do Código Penal do país, uma vez que matou duas pessoas com menos de dezesseis anos, seus primos de um e quatro anos. O réu ainda deveria ser enquadrado no artigo 139, que prevê uma pena de 15 a 25 anos em casos de assassinato, mas também deve responder pelas mortes do tio e da esposa no artigo 140 que prevê a prisão permanente por ter matado duas pessoas em um mesmo crime.

Walfran Campos, tio de Patrick e irmão de Marcos, disse ao portal G1 que não acredita que o sobrinho tenha condições psicológicas de ser colocado em liberdade. Para ele, a melhor decisão será a condenção de Patrick à prisão perpétua.

A previsão é de que o júri do brasileiro aconteça ainda no primeiro semestre de 2018. Em 7 de fevereiro deste ano, a Justiça espanhola descartou as provas coletadas pelas autoridades brasileiras e deu por concluída a fase de instrução do processo.

Entre as provas que foram enviadas do Brasil estavam o contéudo do celular usado por Patrick quando voltou ao país depois do crime. Walfran disse que o aparelho tinha novas conversas entre o sobrinho e Marvin Henriques, que responde na Paraíba como partícipe da chacina por ter incentivado o assassinato de Marcos Nogueira por meio do WhatsApp. Marvin responde em liberdade.

 


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