Vida Urbana

Projeto vai padronizar calçadas

Projeto de lei para padronização das calçadas da capital está sendo elaborado para ser apresentado, até o final do ano,




O secretário de Planejamento de João Pessoa, Rômulo Polari, adiantou que um projeto de lei para padronização das calçadas da capital está sendo elaborado para ser apresentado, até o final do ano, na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).

“Estamos com a minuta já pronta. A previsão é de que ainda neste semestre apresentemos a proposta à Câmara. A ideia é que sempre que um morador for reformar sua calçada, o faça dentro das normas de acessibilidade e padrão legal”, explicou.

O secretário informou, ainda, que todos os projetos de mobilidade urbana e de revitalização de espaços públicos também incluem a padronização de calçadas como forma de permitir a acessibilidade de quem tem dificuldade de locomoção e facilitar a passagem de pedestres em geral.

Dentre as obras estão as intervenções nos corredores Cruz das Armas, 2 de Fevereiro, Pedro II e Epitácio Pessoa, que ganharão faixas exclusivas para ônibus e estações de transbordo junto ao canteiro central ao longo de todas as avenidas; a reforma da Praça da Independência, que passará por obras em todo o seu contorno; e nas Avenidas Maciel Pinheiro e Eliseu César, no Centro Histórico, que já está com licitação em andamento para início das obras. “O projeto de urbanização do Porto do Capim ao Rio Sanhauá também tem incluso um passeio público com ciclovias, sem falar nas calçadas da orla de Tambaú e Cabo Branco. Todas seguirão um padrão para que as pessoas usem as calçadas”, enumerou.

O destaque, segundo Polari, é o projeto de revitalização do Parque Solon de Lucena – Lagoa – que tem como ‘carro-chefe’ o resgate do passeio público. “O anel interno da Lagoa não terá mais transporte de veículos para que o espaço seja todo voltado ao passeio público. No anel externo, onde fluirão carros e ônibus, também pretendemos realizar melhorias no calçadão para que as pessoas possam andar tranquilamente, sem o risco de invadir a rua como ocorre hoje em dia”, disse.

MOTOCICLISTAS

Em vias de grande movimentação de carros, como a BR-230, nos trechos que cortam áreas urbanas, as queixas de muitos pedestres é com o desrespeito cometido pelos motociclistas.

Não apenas na invasão e ultrapassagem da faixa de pedestres, como de utilização indevida das passarelas.

A aposentada Maria José da Silva, que mora em Santa Rita, disse que já presenciou graves acidentes e vive com medo de atravessar ruas movimentadas. “Outro dia uma moça foi atropelada quando passava pela faixa de pedestres. Os carros pararam para que ela passasse, mas um motoqueiro veio com tudo para furar a parada e passou por cima dela”, contou.

Outro problema apontado pela aposentada diz respeito à utilização indevida das passarelas por motociclistas. “Quem tem coragem de passar por lá sabendo que pode cruzar com uma moto em alta velocidade?”, questionou.

O artigo 57 do Código Brasileiro de Trânsito estabelece que “os ciclomotores devem ser conduzidos pela direita da pista de rolamento, preferencialmente no centro da faixa mais à direita ou no bordo direito da pista sempre que não houver acostamento ou faixa própria a eles destinada, proibida a sua circulação nas vias de trânsito rápido e sobre as calçadas das vias urbanas”.

SEM CONTATO

A reportagem do JORNAL DA PARAÍBA tentou contato com a assessoria de comunicação do Dnit e com o superintendente. No entanto, funcionários da superintendência informaram que os responsáveis para responder à demanda estavam participando de um evento externo e estavam impossibilitados de comentar o assunto.
 


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.