Vida Urbana

Projeto de algodão agroecológico em Remígio é finalista de prêmio da Fundação Banco do Brasil

As finalistas brasileiras concorrem a R$ 700 mil em prêmios divididos entre as categorias nacionais.




Projeto de algodão agroecológico desenvolvido em Remígio, no Agreste da Paraíba, é finalista de prêmio. Foto: divulgação/arribaçã

Um projeto de algodão agroecológico desenvolvido em Remígio, no Agreste da Paraíba, é finalistas do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2019. A iniciativa ‘Algodão Agroecológico Gerando Renda e Conhecimento no Curimataú Paraibano’, da Associação de Apoio a Políticas de Melhoria da Qualidade de Vida, Meio Ambiente e Verticalização da Produção Familiar, vai disputar ao prêmio na categoria Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico, com outras duas iniciativas.

Ao todo são 24 tecnologias sociais finalistas no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2019. Além da iniciativa da Paraíba, na categoria das brasileiras estão arranjos dos estados de Alagoas, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Sergipe. Já as do exterior, que disputam na categoria internacional, são da Guatemala, Colômbia e República Dominicana.

As finalistas brasileiras concorrem a R$ 700 mil em prêmios divididos entre as categorias nacionais, sendo R$ 50 mil para o primeiro colocado, R$ 30 mil para o segundo e R$ 20 mil para o terceiro de cada uma das categorias. As três iniciativas do exterior que compõe a categoria Internacional foram identificadas como tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital; Educação,Geração de Renda e Meio Ambiente. O prêmio será entregue em cerimônia no dia 10 de outubro.

Todas as finalistas ganharão um troféu e um vídeo retratando a iniciativa. Além disso, serão convidadas a participar do Encontro de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (DF), antecedendo a noite de premiação. Elas também passaram a fazer parte do Banco de Tecnologias Sociais (BTS).

A Rede Borborema de Agroecologia atualmente está com 34 agricultores familiares certificados. Foto: divulgação/Arribaçã

Projeto Paraibano

Os produtores de algodão do assentamento Queimadas, em Remígio, começaram o manejo do algodão agroecológico em 2006, com o surgimento do Projeto Escola Participativa do Algodão Agroecológico, através do apoio técnico da Arribaçã. Já em 2012 os produtores começaram a passar por problemas por causa da demora no pagamento da produção, pelo fato de que o processo de certificação por auditoria se tornou inviável.

Dessa forma decidiram se organizar em um Organismo Participativo de Aceitação e Conformidade (OPAC), denominado Rede Borborema de Agroecologia, para certificar a produção agroecológica e garantir sua comercialização. Os agricultores são certificados como produtores orgânicos. A Rede Borborema de Agroecologia atualmente está com 34 agricultores familiares certificados e com 5 grupos de produção.

Segundo os representantes da organização, os recursos do prêmio serão utilizados para se compor uma equipe para prestar acompanhamento às ações da Rede Borborema de Agroecologia, onde se faz necessária à composição de uma equipe que possa estar em campo com condições para prestar assessoria para a RBA com material adequado e que a anime a produção de algodão agroecológico e promova o desenvolvimento local. Essa equipe pode ser composta de duas pessoas, sendo uma ligada à parte administrativa e outra ao trabalho de campo.

Prêmio FBB

A premiação deste ano foi aberta a entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil e países da América Latina e do Caribe.

As finalistas foram selecionadas considerando-se a efetividade, inovação, sistematização da tecnologia e a interação com a comunidade. As vencedoras serão anunciadas no evento previsto para acontecer em outubro. As tecnologias sociais que promovem a igualdade de gênero e o protagonismo e empoderamento da juventude receberam um bônus de 5% na pontuação total obtida na classificação.

Nesta edição o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

 

Confira abaixo a lista com todas finalistas:

Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital

* Origens do Brasil – Instituto Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – Imaflora de Piracicaba (SP);

* Arquitetura na Periferia – Instituto de Assessoria a Mulheres e Inovação – IAMÍ de Belo Horizonte (MG);

* Auditoria Cívica na Saúde – Instituto de Fiscalização e Controle – Brasília (DF);

Educação

* Vamos encurtar essa história? – Erem Frei Orlando – Itambé (PE);

* Escola Ativa – Instituto Esporte & Educação – São Paulo (SP);

* Tecnologias Sociais e Formação em Ciências da Natureza de Educadores do Campo – Universidade Federal de Viçosa – Viçosa (MG);

Geração de Renda

* A trama do algodão que transforma – Cooperativa Central Justa Trama – Porto Alegre (RS);

* CLOC (Criatividade – Lógica – Oportunidade – Crescimento) – Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação – Santa Luzia do Itanhy (SE);

* Turismo de Base Comunitária: melhorando vidas e preservando o meio ambiente – Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) –Tefé (AM);

Meio Ambiente

* Plantando Águas – The Green Initiative – São Paulo (SP);

* Sistema Miyawaki de restauração de ecossistemas na Amazônia – Instituto Amigos da Floresta Amazônica – Asflora – Benevides (PA);

* Reúso de Resíduos Vítreos de Aterros Sanitários: meio ambiente e renda – Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Toledo – Toledo (PR);

 

Premiações Especiais

Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico

* A trama do algodão que transforma Cooperativa Central Justa Trama – Porto Alegre (RS)

* O Algodão Agroecológico Gerando Renda e Conhecimento no Curimataú Paraibano – Associação de Apoio a Políticas de Melhoria da Qualidade de Vida, Meio Ambiente e Verticalização da Produção Familiar – Remígio (PB);

* Algodão Agroecológico no Fortalecimento da Agricultura Familiar e Associativismo – Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá – Tauá (CE);

Mulheres na Agroecologia

* Programa Educacional de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável – PEADS – Serviço de Tecnologia Alternativa – Ibimirim (PE);

* Pitanga Rosa: agroecologia, saúde e qualidade de vida – Associação Pitanga Rosa – Chapecó (SC);

* Mulheres Protagonistas no Beneficiamento de Produtos Agroecológicos – Cooperativa Agropecuária de Alagoas – Flexeiras (AL);

Primeira Infância

* Programa Municipal de Aleitamento Materno – PRÓ-MAMÁ – Prefeitura Municipal de Osório – Osório (RS);

* Programa Primeira Infância Ribeirinha (PIR) – Fundação Amazonas Sustentável – Manaus (AM);

* Visitação domiciliar na primeira infância – Secretaria da Saúde – Porto Alegre (RS);

Categoria Internacional

* Las compras públicas para un modelo territorial de comunidades indígenas Maya-Ch´orti´ – Asociación para el desarrollo integral de productores del Área Ch´orti´ – Chiquimula – Guatemala;

* Programa Ondas Atlántico para la generación temprana de vocaciones cientificas – Universidad Simón Bolívar – Barranquilla – Colômbia;

* Escuelas Ambientalmente Sostenibles y Cultura 3R – Instituto Nacional de Bienestar Estudiantil (INABIE) – Santo Domingo – República Dominicana.


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