Vida Urbana

Preso suspeito de atirar pedra e provocar acidente com ônibus durante o carnaval

A pedrada teria causado um acidente que deixou mais de 60 pessoas feridas após o desfile das Virgens de Tambaú em João Pessoa.



Artur Lira
Artur Lira
Suspeito de atirar pedra que provocou acidente foi apresentado hoje em entrevista coletiva em Campina Grande

A Delegacia de Roubos e Furtos  (DRF) da Polícia Civil de Campina Grande conseguiu prender um homem suspeito de ter provocado o acidente que deixou 60 pessoas feridas, na avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa,  em fevereiro deste ano. O homem teria jogado uma pedra contra o motorista de um ônibus coletivo lotado, após o desfile do bloco pré-carnavalesco ‘Virgens de Tambaú’. Além dos passageiros, pedestres que estavam na avenida ficaram feridos depois que o motorista do ônibus perdeu o controle e bateu em uma árvore. 

A prisão do suspeito aconteceu na manhã desta quarta-feira (8), na zona rural de Remígio, onde o homem estava escondido. A ação da DRF também contou com o apoio do setor de inteligência da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado (Seap) que vinha colhendo informações sobre o caso. Ainda nesta manhã  será concedida uma entrevista coletiva na Central de Polícia Civil de Campina Grande, no bairro do Catolé, onde serão informados mais detalhes sobre a investigação do caso e a prisão do suspeito. 

Na época do acidente, em 9 de fevereiro deste ano, 46 das vítimas, entre passageiros e pedestres, foram encaminhados com ferimentos para o Hospital de Trauma de João Pessoa e o Ortotrauma de Mangabeira.

O acidente aconteceu por volta das 2h30 e o grande fluxo de passageiros e pedestres ocorria por conta do desfile do bloco Virgens de Tambaú, um tradicional bloco da prévia carnavalesca Folia de Rua, na capital.

Inocente

Em entrevista coletiva realizada na manhã de hoje (8), Pedro Henrique negou que tivesse jogado a pedra contra o ônibus e alega que fugiu da cidade de João Pessoa pois vinha sofrendo ameaças.  Durante a entrevista, Pedro Henrique foi contraditório, pois disse que estava na avenida, no momento em que acidente ocorreu, mas negou as acusações e alegou que não viu o fato acontecer.
 
Ao ser questionado sobre a mudança de João Pessoa para a cidade de Remígio, Pedro Henrique disse que precisou sair do local pois estava sendo ameaçado. “Eu morava no bairro da Torre em João Pessoa. Depois disso, minha mãe descobriu que existiam pessoas me jurando de morte e mandou eu vir para Remígio. Sai de João Pessoa porque minha mãe ficou com medo”, disse.
 
Transferido para o Róger
 
Segundo o diretor da penitenciária Padrão de Campina Grande, Anselmo Vasconcelos, na tarde desta quarta-feira (8), Pedro Henrique será transferido para a penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega – presídio do Róger – onde ficará à disposição da justiça.

 

 


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