Vida Urbana

Presença de poluentes no Rio Cabelo provoca morte de peixes

Uma grande quantidade de peixes foi encontrada morta nas margens do rio nesta quarta-feira. Amostras analisadas revelam baixa concentração de oxigênio na água.



Rizemberg Felipe
Rizemberg Felipe
Valor mínimo de oxigênio da água para a manutenção da vida dos peixes é de 2 mg/l

Diversos peixes foram encontrados mortos no início da tarde desta quarta-feira (26) ao longo das margens do rio Cabelo, no Distrito Industrial de Mangabeira. Técnicos da Secretaria de Meio Ambiente (Seman) e a Polícia Ambiental foram enviados ao local para coleta de amostras da água do rio.

Segundo a diretora da Divisão de Fiscalização da Seman, Socorro Menezes, a morte dos peixes se deve ao baixo nível de oxigênio da água. "O resultado das amostras revelou que a concentração de oxigênio no trecho do rio é de menos de 1 miligrama por litro, o que explica a morte dos animais", declarou ela.

O valor mínimo necessário para a manutenção da vida dos peixes é de 2 mg/l. De acordo com Socorro, a poluição do rio Cabelo vem provocando a redução da concentração de oxigênio da água – mas ainda não é possível avaliar se a alta presença de poluentes se deve à proximidade do rio com o Distrito Industrial de Mangabeira.

"A nascente do rio está situada por trás do presídio Silvio Porto, e já constatamos que a poluição começa nesse ponto", disse ela. Uma força-tarefa com equipes da Seman deve ser montada para encontrar a origem da poluição do rio. "Esperamos que, assim, possamos devolver ao rio as condições mínimas para presença de vida e evitar a morte de peixes e outros animais", concluiu.
 


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