Vida Urbana

População de pombos de CG será reduzida

Intenção é impedir a transmissão de doenças que o animal pode consumar através da proximidade dele com os humanos.




A Vigilância Sanitária de Campina Grande, através do Centro de Zoonoses do município, vai reduzir drasticamente até o final deste ano a população de pombos na cidade. A intenção é impedir a transmissão de doenças que o animal pode consumar através da proximidade dele com os humanos e reduzir para 20% a população de pombos que hoje é em torno de duas mil aves. Desde o último mês de maio, ovos e ninhos dos bichos já são retirados da Praça da Bandeira, no Centro, e no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), principais áreas de vivência desses animais.

De acordo com a diretora do Centro de Zoonoses, Rossandra Oliveira, a diminuição está acontecendo uma vez que este ano foram confirmados dois casos de pessoas que acabaram infectadas a partir do contato com os pombos. Ela lembrou que há três anos foi registrado um óbito no município devido à presença desses animais nas ruas, uma vez que os pombos carregam mais de 50 tipos de doenças, entre dermatites e até meningite, além de outras 13 que ainda estão em análise.

“Precisamos reduzir o número desses animais que se transformaram em verdadeiros ratos de asas no que diz respeito à transmissão de doenças. O crescimento deles foi muito grande e precisamos fazer um controle de população.

Nossa meta é deixar apenas 20% do número existente hoje, já que na Praça da Bandeira tem cerca de 1.500. No Isea temos algo próximo a 300 pombos, mas lá iremos retirar todos, já que se trata de um ambiente hospitalar e precisamos livrar esse espaço de doenças”, explicou Rossandra Oliveira.

Presentes nas áreas centrais de Campina Grande desde a década de 1960, os pombos da Praça da Bandeira se transformaram em símbolos do local. Facilmente adaptados pelas condições do espaço, os animais ainda ganham a simpatia das pessoas que passam pelo Centro que em muitos casos compram alimentos para eles. É o caso da professora Lívia Morais, 31 anos, que sempre quando leva seu filho para passear, faz questão de comprar milho e ensinar o garoto a alimentar os bichos. “Ele adora jogar milho para eles. E os pombos fazem a festa. Acho que mantendo certa distância, não há tanto perigo assim”, disse a professora.

Já Edilene Soares Veloso, comerciante que trabalha próximo à praça, diz concordar com a retirada dos bichos, uma vez que a sujeira que eles produzem pode potencializar a transmissão de doenças para as pessoas. “Por mim podia retirar todos. A praça fica o tempo todo suja por conta deles, mas as pessoas não entendem o risco e continuam dando milho e resto de comida de panela para os pombos. Acho que se fosse em uma área de parque, com outros animais seria melhor para eles viverem”, sugeriu a comerciante.

Além da retirada dos ovos e ninhos dos pombos, o Centro de Zoonoses também está capturando esses animais para transferi-los para um viveiro e iniciar uma série de exames para confirmar se eles podem ou não transmitir doenças. Rossandra Oliveira apontou que já foram capturados cerca de 50 animais para estudos. “Eles estão em uma área destinada apenas para os pombos. Vamos averiguar se eles estão contaminados e evitar o contato com as pessoas”, afirmou Rossandra reforçando o risco de contaminação que existe entre os animais e os humanos.


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