Vida Urbana

Policiais militares, civis e Corpo de Bombeiros da PB aprovam ‘greve branca’ imediata

Decisão de entidades foi tomada por não terem chegado a acordo sobre salários.




Foto: Samara Souza/Fórum das Entidades

O Fórum das Entidades das Polícias Civil e Militar da Paraíba e o Governo do Estado não chegaram a um acordo, em relação ao pedido de reajuste nos salários dos servidores da segurança pública. Na tarde desta quarta-feira (5), um protesto na Praça dos Três Poderes, em João Pessoa, envolvendo membros da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, decidiu que os órgãos vão iniciar imediatamente uma greve branca.

A proposta apresentada pelo Governo do Estado foi para incorporar 30% na bolsa desempenho em 60 meses, além de 5% de reajuste em outubro para os ativos e na bolsa desempenho. Já a proposta dos policiais e bombeiros era de incorporar 100% na bolsa desempenho em 36 meses e um reajuste de 24% pelos próximos dois anos.

Os participantes da manifestação realizada na tarde desta quarta também aprovaram duas paralisações de advertência, sendo uma de 12h e outra de 24h, que serão realizadas em fevereiro. As datas ainda não foram definidas.

Como se trata de uma ‘Operação Padrão’, outras atividades foram aprovadas pelos manifestantes e devem ser realizadas durante os próximos dias. A orientação é para que os profissionais da ativa não façam adesão ao serviço extra remunerado, nem ao programa de apreensão de armas. Além disso, acontecerão manifestações nas entradas do Comando Geral, Central de Polícia, quartéis e delegacias, por causa da saída das viaturas. Também estão programadas movimentações em frente ao prédio das secretarias de Administração e da Fazenda.

Antes do protesto, pela manhã, representantes do Fórum foram convidados para uma reunião com o governador João Azevêdo (Cidadania), na Granja Santana. O vice-presidente da Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados de Polícia da Paraíba (Adepdel), delegado Cláudio Lameirão, disse que após uma espera que durou aproximadamente 2h, os policiais foram recebidos pela equipe do governo.

Lameirão afirmou que a negociação acabou criando um desgaste com o Governo, pois segundo ele, a Secretaria Estadual da Receita não se mostrou interessada em apresentar uma contraproposta que se aproximasse do que as entidades do Fórum estavam pedindo.

“Nós tivemos inúmeras reuniões, apresentamos propostas, tivemos uma última reunião na semana passada e o governador determinou que a equipe econômica se debruçasse durante todo o fim de semana, para que na segunda nós tivéssemos uma proposta e isso não foi feito. O secretário e o responsável pela confecção das contas, fizeram contas equivocadas. As polícias Civil e Militar apresentaram números, perceberam que eles [o Governo] aumentaram o número de servidores, acrescentaram verbas previdenciárias onde não se devia acrescentar e se perderam. Até o presente momento não apresentaram nenhuma proposta”, disse Cláudio.

O JORNAL DA PARAÍBA entrou em contato com as secretarias de Segurança e Defesa Social e da Fazenda, do governo da Paraíba, para ter uma posição sobre as reivindicações e o movimento das corporações, mas ainda não recebeu resposta.

 

 


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