Vida Urbana

Policiais civis da Paraíba paralisam atividades por 24 horas pedindo melhorias salariais

Serviços como cumprimentos de mandados, operações e registro de boletim de ocorrência não serão feitos.




Os policiais civis da Paraíba iniciaram na manhã desta quarta-feira (27) uma paralisação de 24 horas para reivindicar melhorias salarias e de condições de trabalho. Participam do movimento agentes de investigação, motorista, escrivães e peritos. No período vão ser mantidos 30% do efetivo nas delegacias para atendimento de situações emergenciais. Serviços como cumprimentos de mandados, operações e registro de boletim de ocorrência não serão feitos.

De acordo com a presidente da Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (Aspol-PB), Suana Melo, os policiais vão ficar concentrados nas centrais de João Pessoa, Campina Grande e Patos. Na capital, está previsto a realização de um ato com a devolução de coletes , que a categoria afirma que estão vencidos.

Salário e material de trabalho questionados

 

“A polícia da Paraíba foi reconhecida como a melhor do Brasil pelo Ministério da Justiça, mas temos o pior salário do país. Queremos sair dessa situação”, afirmou a presidente da Aspol, Suana Melo. Ela explicou que um agente de investigação da Paraíba atualmente tem um vencimento inicial de R$ 1.300, sem levar em conta as gratificações. “O salário é menor que a gratificação de um delegado. Há uma desproporção dentro da instituição Polícia Civil”, completou Suana.

A presidente da Aspol também questionou o material de trabalho da categoria. Disse que os policiais estão trabalhando com coletes vencidos, pois a Secretaria de Segurança e Defesa Social adquiriu novos, mas não fez a entrega. Ela disse ainda que algumas delegacias do interior do Estado não tem nem internet para o uso dos policiais.

Movimento considerado inconstitucional

 

Em uma circular divulgada na terça-feira (26), o delegado-geral adjunto da Polícia Civil da Paraíba, Isaías Gualberto classifica a paralisação como greve e trata o movimento como inconstitucional e passível de punições administrativas. Gualberto ainda determinou que todas as delegacias expeçam relatórios das atividades realizadas nesta quarta-feira e que a Corregedoria da Polícia Civil faça visitas às delegacias e centrais de flagrantes.

Para Suana Melo, essa posição é equivocada. “Demonstra a arbitrariedade da gestão com um movimento legal . Foi tudo comunicado com antecedência às autoridades”, pontuou. A presidente ressaltou que não estão descartada novas paralisações.


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