Vida Urbana

Planta do Sertão da Paraíba deve virar medicamento

A Cissampelos syntodialis , popularmente conhecida como ‘milona’ ou ‘orelha de onça’, é alvo de pesquisas na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) há mais de 20 anos.




Uma planta medicinal muito abundante no Sertão e no Semiárido paraibano deverá ser comercializada como medicamento – em sachês – até o final do ano, para o tratamento da asma. A Cissampelos syntodialis , popularmente conhecida como ‘milona’ ou ‘orelha de onça’, é alvo de pesquisas na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) há mais de 20 anos.

Os benefícios da planta foram, inclusive, destaque no Globo Réporter exibido ontem, pela Rede Globo de Televisão. O programa focou no poder de cura das plantas medicinais nativas do Brasil.

Conforme a diretora do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFPB, Margareth Diniz, os estudos sobre a eficácia da ‘orelha de onça’ começaram quando ela trouxe a planta de Sousa para ser pesquisa nos laboratórios da UFPB.

“No Sertão, a raiz da planta já era usada em grande quantidade para o tratamento de asma, bronquites e alergias, apresentando um resultado fantástico”, comentou a professora, acrescentando que os benefícios da planta podem até superar os dos medicamentos químicos.

Além disso, através de pesquisas de Mestrado e Doutorado na UFPB descobriu-se que a folha da ‘milona’ tem a mesma eficácia da raiz dela e também pode ser usada para o tratamento de asma – tendo menos toxidade. “Isso é muito bom, porque para fabricar o medicamento não precisa arrancar a planta e sim as folhas. A ‘milona’ é uma trepadeira e cresce em grande quantidade, permitindo o preparo em abundância”, apontou.

A última etapa do estudo, que deve ser concluída até o final do ano, é justamente a obtenção da certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fabricação e comercialização da planta como medicamento.


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