Vida Urbana

Paraíba tem queda no número de transplantes de órgãos no 1º semestre de 2019

Números foram divulgados pelo Ministério da Saúde.




Maior redução foi na quantidade de transplantes de córneas (Foto: Divulgação)

A Paraíba registrou uma queda no número de transplantes de órgãos registrados no primeiro semestre de 2019, em comparação com o mesmo período de 2018. Foram 98 procedimentos entre janeiro e junho deste ano, contra 113 em 2018. Uma redução de 13,2%. Os números foram divulgados pelo Ministério da Saúde.

Nacionalmente, também houve uma pequena redução no período comparativo entre 2019 e 2018, indo de 13.291 para 13.263. De acordo com o Ministério da Saúde, por outro lado houve um crescimento nos transplantes considerados de maior complexidade, como medula óssea (que cresceu 26,8%) e coração (com 6,3% a mais).

Na Paraíba, no casos de medula e coração não houve mudança no patamar de um ano para o outro, já que não foi registrado esse tipo de procedimento em nenhum dos dois períodos. O transplante que mais cresceu no estado foi o de fígado de pacientes já falecidos, que pulou de zero para 9. Já a maior redução foi de transplante de córnea, caindo de 97 para 77. (veja a tabela completa abaixo)

Transplantes realizados 1º semestre 2018 ParaíbaTransplantes realizados 1º semestre 2019

Paraíba

Coração – 0Coração – 0
Fígado vivo – 0Fígado vivo – 0
Fígado falecido – 0Fígado falecido – 9
Pulmão vivo – 0Pulmão vivo – 0
Pulmão falecido – 0Pulmão falecido – 0
Rim vivo – 6Rim vivo – 4
Rim falecido – 10Rim falecido – 8
Pâncreas – 0Pâncreas – 0
Pâncreas rim – 0Pâncreas rim – 0
Córnea – 97Córnea – 77
Medula Óssea – 0Medula Óssea – 0
TOTAL – 113TOTAL – 98

Para ser um doador, basta conversar com sua família sobre o seu desejo e deixar claro que eles, seus familiares, devem autorizar a doação de órgãos. No Brasil, a doação de órgãos só será feita após a autorização familiar.

De acordo com o diretor da Central de Transplante da Paraíba, Luiz Gustabvo César, cerca de 75% dos transplantes possíveis no estado não se realizam por negativa da família. A informação foi divulgada no começo de setembro durante uma audiência na Assembleia Legislativa.

Campanha

E é justamente a conscientização sobre a importância da doação de órgãos o foco de uma camapnha lançada, na sexta-feira (27), pelo Ministério da Saúde. O slogan da campanha é ‘A Vida Continua. Doe órgãos. Converse com sua família’.

“Nós estamos aqui com uma missão, que é aumentar o número de transplantes e sensibilizar as pessoas para que sejam doadoras de órgãos. E a melhor forma de fazer isso, é dar voz a quem sentiu na pele o que é ser doador e de receber um órgão”, afirmou o ministro da Saúde interino, João Gabbardo.

Quais são os tipos de doador?

O primeiro é o doador vivo. Pode ser qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, só com autorização judicial.

O segundo tipo é o doador falecido. São pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).


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