Vida Urbana

Passeata pede o fim da violência contra a mulher em Queimadas

Cidade tem sido cenário recorrente de crimes que têm mulheres como vítimas. Manifestação reuniu cerca de 200 pessoas.



Artur Lira
Artur Lira
Caminhada saiu da Praça do Povo por volta das 9h e passou pelas principais ruas da cidade

Cenário de episódios recentes de violência contra a mulher, a cidade de Queimadas, no Agreste da Paraíba, se uniu na manhã desta quarta-feira (18) para pedir paz. Uma caminhada cobrando o fim das agressões e assassinatos de mulheres reuniu cerca de 200 pessoas no Centro do município.

A caminhada saiu da Praça do Povo por volta das 9h e passou pelas principais ruas da cidade. "Temos que alertar para que a população de Queimadas e região, seja vigilante para familiares e conhecidos que sofrem de violência. A violência que falamos não é apenas a sexual, mas a violência física e psicológica", afirmou a coordenadora do Centro Estadual de Referência da Mulher de Campina Grande, Izania Monteiro.

Izania é irmã de Isabela Monteiro, uma das vítimas do crime mais chocante ocorrido na cidade. Ela e outros quatro mulheres foram estupradas após um assalto forjado em uma festa de aniversário, no caso que ficou conhecido como ‘barbárie de Queimadas’. Isabela e Michele Domingos acabaram mortas depois que descobriram a identidade dos criminosos.

A primeira dama de Queimadas, Débora Maciel, participou da passeata desta quarta e no final relembrou alguns casos. “Temos que lutar para que as mulheres vítimas de violência possam ter a coragem de denunciar, pois muitas ainda sofrem caladas", afirmou.

Apenas este mês, dois casos de violência contra a mulher foram registrados em Queimadas. No dia 3 uma mulher de 39 anos foi morta e a filha dela foi esfaqueada dentro da casa em que moravam. O principal suspeito é o companheiro da vítima morta, que ainda está foragido. Quatro dias depois, um agricultor foi preso sob a acusação de estuprar uma adolescente de 14 anos.


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