Vida Urbana

Paraíba registra 19 óbitos de bebês por acidentes de aspiração de leite materno em seis anos

Dados são do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), da Secretaria Estadual de Saúde. 



r
r

Dezenove bebês de até um ano morreram os últimos seis anos na Paraíba por situações provocadas por aspiração de leite materno ou engasgo de alimentos. Os dados são do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), da Secretaria Estadual de Saúde. O caso mais recente aconteceu na noite de domingo (29) em Campina Grande, quando uma bebê de quatro meses deu entrada no Hospital de Emergência e Trauma por complicações respiratórias e morreu. 

De acordo com o médico pediatra Flawber Cruz, os casos de mortes de bebês provocadas por essa situação não são comuns, mas é preciso manter a atenção sobre o processo da amamentação. “É uma condição não comum, até porque o procedimento da amamentação é algo muito seguro. Mas, infelizmente, algumas situações são registradas. Existem muitos procedimentos preventivos, como por exemplo, manter o bebê sentado no momento da amamentação e não deitar ele imediatamente após o processo. É importante esperar o tempo de 20 a 30 minutos [após a mamanda] e, quando deitar, colocar sempre um travesseiro”, explicou.
 
Sobre as situações causadas por engasgo de alimentos, Flawber ressalta que o cuidado dos pais deve ser redobrado. “O sistema digestivo do bebê em seus primeiros meses de vida é muito frágil. Portanto, os cuidados devem ser redobrados pelos pais. A comida deve ser sempre pastosa, ‘machucada’ como costumamos chamar, e o tempo da alimentação para o bebê também deve ser respeitado. Alimentar o bebê rapidamente é um risco para saúde e contribui para um possível refluxo, o que pode gerar outras complicações”, disse o pediatra.
 
O médico também diz algumas medidas podem ajudar os pais em uma possível situação de aspiração de leite materno ou engasgo. “O correto é sempre levar o bebê para o atendimento médico mais próximo, mas existem algumas medidas que podem ser realizadas pelos pais. O procedimento mais comum é colocar o bebê de bruços com a cabeça virada para baixo e dar algumas tapinhas nas costas, isso pode ajudar numa possível situação de risco”, concluiu Flawber Cruz.
 


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.