Vida Urbana

Paraíba deve vacinar mais de 32 mil meninas contra vírus

Ministério da Saúde lançou na quarta-feira (30) a campanha. Alvo é a faixa etária de 9 a 14 anos.




O papilomavírus humano, mais conhecido pela sigla HPV, pode trazer sérias consequências à saúde da mulher, sendo a principal delas o câncer de colo de útero, mas a vacina contra o vírus pode prevenir as diversas doenças causadas por ele. Na Paraíba, cerca de 32.675 meninas de 9 a 13 anos, que corresponde a 80% da população feminina dessa faixa etária, deverão ser imunizadas ainda neste ano. Essa é a meta mínima da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Na manhã de ontem, o Ministério da Saúde (MS) lançou a Campanha de Mobilização para Incentivar a Vacinação contra HPV deste ano.

De acordo com a SES, no ano passado, mais de 100 mil meninas de 9 a 13 anos tiveram acesso à vacina contra o HPV, Doença Sexualmente Transmissível (DST), sendo que aproximadamente 65 mil delas receberam a primeira dose da vacina, enquanto que 40.508 foram imunizadas com a segunda dose. A pasta destacou que a vacina contra o HPV faz parte do calendário de imunizações, disponível durante todo o ano nas Unidades de Saúde da Família (USF) dos 223 municípios paraibanos.

A assessora técnica do Núcleo de Imunizações da SES, Márcia Mayara, ressaltou que a vacina é importante para prevenir o câncer do colo do útero, vulvar, vaginal e anal, além de lesões pré-cancerosas ou displásicas, verrugas genitais e infecções causadas pelo papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18. “Consequentemente, para contribuir na redução da incidência e da mortalidade por estas enfermidades”, disse.

Durante o lançamento da campanha de mobilização contra o HPV, o Ministério da Saúde informou que pelo menos 1,7 milhão de garotas devem ser imunizadas neste ano, mas a população indígena na mesma faixa etária (de 9 a 13 anos) e mulheres vivendo com HIV/Aids, de 9 a 26 anos, também devem ter acesso à vacina.

O secretário de Vigilância em Saúde do MS, Antônio Carlos Nardi, frisou que o objetivo da campanha de mobilização é sensibilizar pais e responsáveis sobre a importância da imunização e para que haja a intensificação da vacinação para o público-alvo. “O controle social tem uma importância peculiar para usarmos conselhos locais para mobilizar os pais e meninas para vacinação. Precisamos não só atingir a cobertura vacinal, mas deixar as meninas livres do HPV na vida adulta. Precisamos mobilizar para que a informação chegue aos pais e as vacinas às mais de 36 mil salas de vacinação no país”, declarou. O esquema vacinal contra HPV do MS, deste ano, mudou para apenas duas doses.

Já a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do MS, Carla Magda, alertou que o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que em 2016 haverá 16 mil novos casos de câncer de colo do útero. “Essa é a quarta causa de morte por câncer entre mulheres. Com a vacina, a médio prazo, poderemos mudar a história da evolução da doença e ter uma geração livre do câncer do colo do útero”, ponderou.

INVESTIMENTO

O Ministério da Saúde informou que investiu R$ 1,1 bilhão para a compra de 32 milhões de doses nos últimos três anos e que a vacina adotada pelo órgão é a quadrivalente, que confere proteção contra quatro subtipos de HPV (6, 11, 16 e 18), mas alertou que a imunização não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais.


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