Vida Urbana

MPPB discute melhorias para atendimentos nas maternidades do ISEA, FAP e Clipsi em Campina Grande

Reunião focou principalmente nas queixas de superlotação no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA).




MPPB discute tendimentos nas maternidades do ISEA, FAP e Clipisi (Foto: Leonardo Silva)

A Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos da Saúde de Campina Grande promoveu, nesta semana, uma audiência para discutir melhorias na prestação de serviços de obstetrícia por parte da rede hospitalar, focando principalmente para as queixas de superlotação no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea).

Durante as discussões, a secretária Luzia Pinto informou que uma das medidas adotadas pela gestão para amenizar a situação foi a implantação recente de uma enfermaria de baixo risco com 23 leitos, berçário e acomodação para os acompanhantes, desde da entrada da parturiente até a alta médica.

A secretária de saúde de Campina Grande acrescentou que, em breve, será discutido no Conselho Municipal de Saúde um projeto que visa a ampliação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) intermediária do Isea que, dentre os incrementos, está a instalação de oito novos leitos. Segundo Luzia Maria Pinto, essa medida vai dar novo oxigênio ao instituto no que se refere às suas políticas de atendimento ao público. Ela se queixou da falta de cumprimento das pactuações e referências pelos hospitais da região, ao lembrar que a unidade do município de Queimadas, por exemplo, estaria cumprindo apenas 18 por cento da sua obrigação.

O diretor do Isea, Mário Filho, destacou que os profissionais de saúde do instituto estão trabalhando no limite, razões pelas quais vivem sobrecarregados. Ele sugeriu três medidas para resolver o problema: que nenhum leito da rede seja desativado; que a Central de Regulação de Leitos Estaduais seja implantada e que sejam criados mecanismos de funcionamento dos leitos, com a garantia de escolas médicas para que a rede funcione em regime permanente.

FAP e Clipsi

Já o diretor da FAP, Severino Santiago, reafirmou que pretende a curto prazo extinguir o serviço de obstetrícia, alegando um prejuízo anual de R$ 1,5 milhão, devido a extrapolação aos limites contratuais firmados com a PMCG. Ele ressaltou que, caso o plus do setor fosse pago com regularidade, inclusive para os pacientes de outros municípios, a situação poderia ser melhorada.

O diretor da Clipsi, José Marcos Filho, manifestou sua preocupação com a situação e as dificuldades para manter o ativo o serviço de obstetrícia na unidade de saúde. Ele conclamou a união entre as autoridades e a sociedade para que se resolva de vez a situação.


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