Vida Urbana

Motoristas clandestinos protestam contra apreensões de carros em CG

Comissão de motoristas de transportes coletivos diz que 20 carros foram apreendidos em dois dias. Superintendência de Transportes rebate, e diz que foram cinco em três dias.




Karoline Zilah

Cerca de 30 motoristas de transportes clandestinos ocuparam a Câmara de Campina Grande nesta quarta-feira (24) em protesto contra as fiscalizações empreendidas pela Superintendência municipal de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) e da Companhia de Policiamento do Trânsito (CPTran). De acordo com o manifestantes, 20 carros teriam sido apreendidos nos últimos dos dias. Contanto, o superintendente da STTP, Salomão Augusto, rebate os números e diz que cinco veículos foram tirados de circulação em três dias.

Os motoristas procuraram os vereadores para pedir apoio à legalização de suas atividades. O vereador Pimentel FIlho, que preside a sessão de hoje, abriu espaço em reunião particular para que a comissão de motoristas pudessem fazer suas reivindicações aos parlamentares.

Já o representante do órgão de trânsito declarou que está cumprindo determinação da lei. Procurado pelo Paraíba1, Salomão explicou que o órgão está colocando em prática um acordo feito com o Ministério Público por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). “São R$ 1 mil em multa ao gestor da STTP por dia não fiscalizado. O MP cobrou que o termo fosse honrado e estamos fazendo com que a lei seja cumprida”, explicou.

Segundo ele, o órgão continuará promovendo blitzen na cidade para inspecionar a atuação de transportes clandestinos. “Eles têm direito de fazer seus protestos, mas temos que encontrar um caminhão, uma vez que o sistema de transporte deles não é permitido por lei. Não é um caminho certo essa forma de ganhar dinheiro em Campina Grande. Hoje a cidade tem um porte estrutural com sistema de integração entre ônibus onde os passageiros pagam apenas um bilhete e sistema de mototáxi”, opinou.

Quando são flagrados em blitz, os motoristas pagam multa de R$ 611 na primeira apreensão do veículo. Se houve reincidência, o valor sobe para R$ 1.714. Na terceira vez, o carro é levado a leilão.


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