Vida Urbana

Mais de 1,6 mil alunos estão sem aulas em CG

Aulas estão suspensas por tempo indeterminado porque a falta de estrutura ameaça a integridade física de estudantes em escola.




O que a direção da Escola Estadual Félix Araújo, no bairro de Liberdade, em Campina Grande, temia desde 2014 começou a ocorrer na última quarta-feira. Mais de 1.600 estudantes de ensino fundamental e médio estão sem aulas porque o prédio da escola está sem condições de funcionamento. Várias salas, auditório e corredores estão alagados por causa da chuva, o teto de vários ambientes apresenta infiltrações e as instalações elétricas estão parcialmente danificadas. A Gerência Regional de Educação garante que a partir de hoje iniciará a recuperação do prédio.

A gestora da escola, Josinete Bezerra da Silva, explica que as aulas estão suspensas por tempo indeterminado porque a falta de estrutura ameaça a integridade física de estudantes e funcionários. A interrupção do funcionamento foi comunicada à Gerência Regional de Educação.

Além das salas de aula, corredores e o auditório alagados e com infiltrações, a gestão da escola relatou a existência de grandes buracos no telhado da escola, o madeiramento do teto danificados por cupins, calhas obstruídas, o teto do auditório com ferrugem e buracos e muitas paredes com infiltrações e algumas até provocando descargas elétricas.

Os principais atingidos, os alunos, ainda resistem em busca de aulas. Muitos foram ontem até a escola no início da manhã, acreditando que as aulas suspensas na última quarta-feira seriam retomadas, mas a direção impediu a entrada alegando questões de segurança.

Entre os poucos que conseguiram entrar estavam Gleydson Granjeiro, do 3º ano do ensino médio. Ele relatou que com a suspensão das aulas muitos de seus colegas temem a perda completa do ano e os prejuízos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), já que os professores realizaram uma greve de mais de um mês no primeiro semestre. “Estamos nos sentindo jogados à própria sorte”, desabafou.

Os pedidos para reparos na escola começaram em 2014, na gestão do diretor Sílvio Araújo Barros. Ele garante que uma construtora realizou um levantamento completo das necessidades, mas cancelou o contrato que tinha com o governo do Estado. Em janeiro e em março deste ano a gestão enviou outras duas solicitações, sem conseguir solução para os problemas.

VISITA
A gerente regional de educação, Italagitana Simplício, informou que uma equipe de manutenção do órgão visitará a escola hoje para realizar um levantamento das necessidades e em seguida iniciará os reparos necessários para o retorno das aulas.


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