Vida Urbana

Julgamento de réus da operação ‘Laços de Sangue’ termina hoje

Cinco, dos oito acusados de assassinar a tiros o mototaxista Raimundo Erivan, estão sendo julgados. Os demais estão foragidos e devem ser julgados em dezembro.




Está acontecendo nesta sexta-feira (24), o segundo dia do julgamento de cinco réus preso na operação ‘Laços de Sangue’. Os indiciados neste processo são acusados do assassinato do mototaxista Raimundo Erivan Batista, morto a tiros em 6 de julho de 2001, na estrada que liga as cidades de Brejo dos Santos e Catolé do Rocha, Sertão paraibano. 

Ao todo, o processo conta com oito réus, mas o mesmo foi desmembrado e apenas cinco dos acusados estão sendo julgados, neste juri popular. São os réus: Marcelo Olivera da Silva, Evandro Pimenta de Oliveira, João Gomes da Silva e Isac Cosme de Lira, que já estavam presos desde novembro de 2011, quando a operação foi deflagrada.
 
Dentre os réus foragidos, apenas João da Damião de Oliveira está sendo representado pelo seu advogado e também será julgado. Já os réus Grimailson Alves de Mesquita, Geneton de Mesquita e Magnólia Alves de Mesquita, estão foragido e seus julgamentos devem acontecer apenas em dezembro. 
 
O juri popular está acontecendo no 2º Tribunal do Júri de Campina Grande e é presidido pelo juiz Falkanfre Queiroz. Pela primeira vez, neste tribunal, um júri está ocorrendo com a atuação de dois promotores: Oswaldo Lopes e Marcos Leite. 
 
Nesta quinta-feira (23), os réus presentes foram interrogados entre a manhã e parte da tarde. Já no início da noite de ontem (23), os promotores iniciaram as acusações representadas no Ministério Pública, seguida da defesa dos réus, terminando parcialmente as 23h. Hoje (24), o julgamento foi retomado desde as 8h com a réplica dos promotores. 
 
Para a acusação, os réus são culpados. João Gomes– que é dono de uma empresa de segunda clandestina – é apontado como o acusado de agenciar a contratação de pistoleiros para o crime e conceder informações sobre a movimentação na vítima, no dia do crime. 
 
Segundo a promotoria, Evandro, Isac e Marcelo estaria diretamente ligados a execução, sendo três dos quatro acusados de estarem no carro que abordou a vítima. Já o João Damião é acusado de ser o gerenciar o pagamento do crime, que é considerado uma pistolagem. Ainda de acordo com o processo, os acusados Geneton, Magnólia e Grimailson seria os chefes da quadrilha denominada “Gangue dos Paraíba”, sendo estes os mandantes do crime. 
 
Para os advogados dos réus, as provas apresentada no processos não são suficientes e não provam a culpa dos réus, na morte de Raimundo Erivan, nem a ligação dos cinco réus presentes com a briga familiar e a operação Laços de Sangue. Falhas no inquérito e contradições em depoimentos foram usados como argumentos para defender os acusados. 
 
Relembre o caso
 
O crime aconteceu na manhã do dia 6 de junho de 2011, por volta das 8h, na estrada que liga as cidades de Catolé do Rocha e Brejo dos Santos. A vítima, Erivan Batista, estava trafegando em uma moto Factor de cor preta e placa NQD-6787 quando foi alvejado por sete tiros, morrendo na hora. Os acusados são quatro homens que estavam em um veículo Fiat Uno: Marcelo Oliveira, Isac Gomes, Evandro Pimenta e outro identificado apenas como “Netinho de Cícero”.
 
De acordo com o Instituto de Polícia Científica (IPC), primeiro a vítima foi atingida por dois tiros ainda quando pilotava a moto. Após ser alvejado e parar na entrada, o mototaxista foi atingido por mais cinco tiros no rosto. A operação “Laços de Sangue” resultou na prisão de 15 pessoas acusadas de cerca de 100 homicídios envolvendo famílias de Catolé do Rocha que vivem em guerra há mais de 30 anos. 


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