Vida Urbana

Julgamento de acusado de chacina de paraibanos na Espanha deve acontecer no 1º semestre de 2018

Justiça espanhola descartou provas enviadas do Brasil e encerrou a fase de instrução do processo contra Patrick.




Patrick Gouveia está preso na Espanha desde o ano de 2016.

A Justiça da Espanha concluiu na quarta-feira (7) a fase de instrução do processo contra François Patrick Nogueira Gouveia, assassino confesso de um família paraibana na cidade de Pioz. O Primeiro Juizado de Instrução de Guadalajara decidiu descartar as provas enviadas pelas autoridades brasileiras por conta da demora e por não apresentarem informações relevantes. A tendência agora é que a Justiça marque o julgamento do réu ainda para o primeiro semestre de 2018.

Patrick está preso na Espanha desde outro de 2016. Ele confessou que matou e esquartejou o tio Marcos Campos Nogueira, a esposa dele, Janaína Américo, e os dois filhos do casal, de 1 e 4 anos de idade. O crime aconteceu em um chalé onde Patrick morava com os parentes, em agosto de 2016.

>> Família morta na Espanha tinha DNA do sobrinho nos corpos

A análise da provas obtidas no Brasil tinha sido solicitada pelo advogado que representa a família das vítimas na Espanha. A solicitação foi feita em março de 2017 e atendida pela Justiça no mês seguinte. Contudo, as provas só chegaram à Espanha no final do ano passado, após um recurso ao Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba.

Com a conclusão da fase de instrução, o advogado assistente de acusação pode solicitar novas provas, mas essa possibilidade foi descartada pela família das vítimas.“Após essa decisão da Justiça da Espanha, nós não temos objetivo de pedir novas perícias ou análises de outras provas. Queremos dar andamento ao processo, vamos aguardar agora a data do julgamento”, afirmou Walfran Campos, irmão de Marcos e tio de Patrick, em entrevista ao portal G1.

Entre as provas que foram enviadas do Brasil estavam o contéudo do celular usado por Patrick quando voltou ao país depois do crime. Walfran disse que o aparelho tinha novas conversas entre o sobrinho e Marvin Henriques, que responde na Paraíba como partícipe da chacina por ter incentivado o assassinato de Marcos Nogueira por meio do WhatsApp. Marvin responde em liberdade.


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