Vida Urbana

Irmão de paraibano morto viaja à Espanha para tentar liberação dos corpos

Walfran Campos pretende ficar no local por um mês ou até liberarem os corpos.




Walfran Campos, irmão do paraibano Marcos Nogueira, assassinado junto com a esposa Janaina Nogueira e os dois filhos na Espanha, viaja na próxima segunda-feira para Madri. A passagem dos trajetos de ida e volta foi custeada pelo Governo do Estado.

Walfran solicitou apoio do Governo do Estado para viajar a Madri e, assim, acompanhar todo o processo burocrático referente à liberação dos corpos. Ele disse que pretende ficar um mês no local, mas esse tempo vai depender de como anda o processo de liberação dos corpos para o Brasil. "Vou buscar o apoio do Consulado Brasileiro para me auxiliar na liberação", destacou.

A chefia de Gabinete do Governador informou que, além das passagens áreas, toda a estrutura do Estado, a exemplo do Instituto de Polícia Científica, foi colocada à disposição da família das vítimas. O desejo da família é que as vítimas sejam enterradas em João Pessoa.

A família foi encontrada morta na casa em que morava, no domingo(18). As vítimas do crime são os paraibanos Marcos Nogueira e Janaína Santos Américo, de 39 anos, e os filhos deles, uma menina também paraibana, de quatro anos, e um menino de um ano, que nasceu na Espanha. Os corpos do casal estavam esquartejados e dentro de sacos plásticos.

Pai foi torturado lentamente até a morte

O pai da família de paraibanos assassinados na Espanha foi torturado até a morte. A autópsia identificou mais de uma dezena de cortes rasos no corpo de Marcos Nogueira, de 39 anos, o que, segundo a equipe de perícia, representa um sinal claro de que ele foi vítima de tortura. As informações foram repassadas por fontes ligadas à investigação ao portal ‘Leonotícias’, segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (21).

A principal tese da polícia espanhola é que o crime tenha sido motivado por um acerto de contas. A casa da família não tinha sinais de arrombamento, o que faz a investigação suspeitar de que os assassinatos tenham sido cometidos por conhecidos. O jornal ‘El País’ divulgou, nesta quarta, uma nova informação que pode complicar ainda mais as investigações: as câmeras de segurança do condomínio não estavam funcionando.

A família dos paraibanos não acredita que o crime tenha sido motivado por acerto de contas. "Tenho certeza que não foi, tenho convicção que não foi, eu conhecia Marcos, conhecia Janaína, ela não era uma menina disso, nunca foi, ela não tinha amizades lá", afirmou Wilta Diniz, tia de Janaína.

De acordo com Wilta Diniz, Janaína possui um irmão gêmeo que está tirando um passaporte de emergência para ir para a Espanha acompanhar o caso. “Ele é parente de primeiro grau é o mais indicado a ir para fazer os exames”, disse.

Procurado, o Itamaraty informou ao JORNAL DA PARAÍBA que acompanha o caso, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Madri, e mantém contato com as autoridades locais. O órgão afirmou também que, em respeito à privacidade dos cidadãos brasileiros no exterior, e em cumprimento à determinação das autoridades locais de que as investigações tramitem em sigilo, não está autorizado a divulgar mais informações sobre os assassinatos.


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