Vida Urbana

Grito dos Excluídos na capital reúne 1,5 mil

Estimativa da organização do Grito dos Excluídos é de que 1.500 pessoas estiveram presentes na mobilização.




Mais um ato público de reivindicações aconteceu na tarde de ontem, no entorno do Parque Sólon de Lucena (Lagoa), em João Pessoa. Dessa vez, a manifestação fez parte da 18ª edição do Grito dos Excluídos, que neste ano traz o tema ‘Estado com participação popular’, tendo em vista os problemas que acometem a população. A estimativa da organização do Grito dos Excluídos é de que 1.500 pessoas estiveram presentes na mobilização.

De acordo com uma das coordenadoras gerais do evento, Rafaela Carneiro, o ato possui grande importância para a conscientização da sociedade em relação aos seus direitos.

“Primeiramente, é preciso que a sociedade nos veja verdadeiramente como excluídos, seja dos serviços básicos, como educação, saúde e segurança, que deveriam ser oferecidos com qualidade ou valorização das categorias do serviço público”, afirmou.

Rafaela Carneiro disse que todas as reivindicação são voltadas aos órgãos públicos municipais, estaduais e federais, para que haja mais diálogo com as categorias de forma que os anseios das diversas classes sejam atendidos sem maiores constrangimentos, causando movimentos grevistas unificados, como dos docentes federais.

O professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) Júlio Zinga esteve na manifestação para fortalecer o atual momento vivido pelos docentes. “Estamos aqui para fortalecer o ‘Grito dos Excluídos’ e movimento grevista dos docentes, pois na instituição ainda temos professores e técnicos administrativos com as atividades paradas. Com o ato, pretendemos sensibilizar os órgãos públicos na tentativa de reverter a situação”, relatou.

A coordenadora Rafaela Carneiro acredita que a manifestação possa trazer a sociedade para reivindicar junto aos grupos menos favorecidos, em prol de melhorias para a população como um todo. “Esse é um chamamento para que a sociedade abra os olhos e observe de qual lado o governo está, se é ao lado dos grandes empresários e do setor privado ou da população em geral, que é quem mais precisa de atenção. O ato é para a unificação das bandeiras em favor de melhoria para todos”,concluiu.

A marcha saiu das proximidades do Cassino da Lagoa, por volta das 14h30, e seguiu em direção ao Ministério Público Federal, onde fez a primeira parada. Em seguida, realizaram mais quatro paradas, sendo elas no ponto de ônibus para o bairro Mandacaru, na Lagoa, Praça do Bispo, Prefeitura Municipal de João Pessoa e por fim na Praça João Pessoa, em frente ao Palácio da Redenção.


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