Vida Urbana

Greve no HU de Campina afeta cinco especialidades médicas

Especialidades como clínica médica, cirurgia, infectologia e outras, foram interrompidas no Hospital Universitário Alcides Carneiro



Jorge Barbosa
Jorge Barbosa
Médicos se reuniram em frente ao HUAC durante toda a manhã

Jorge Barbosa

Os médicos residentes dos hospitais vinculados às universidades federais iniciaram uma greve nessa terça-feira (17). Em Campina Grande, no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), pelo menos cinco especialidades médicas foram afetadas, ou seja, ficam temporariamente parados os serviços de clínica médica, cirurgia, infectologia, pediatria e endocrinologia. Funcionam somente 30% dos serviços de emergência, urgência e UTI.

De acordo com a residente Rayssa Dantas, que integra o movimento de greve no HUAC, esses 30% dos serviços essenciais serão mantidos seguindo a orientação da Justiça. “Mas essas demais especialidades ficarão suspensas até segunda ordem”, disse a médica, que hoje pela manhã se reuniu com os demais médicos residentes paralisados em frente ao hospital, informando à comunidade sobre a greve e as reivindicações.

Em toda a Paraíba estão parados cerca de 100 médicos residentes. Em Campina Grande são 23 profissionais. Eles exigem um reajuste da bolsa médica 38,7%, além de garantia do pagamento de auxílio moradia e alimentação, adicional de insalubridade, 13° salário, bolsa-auxílio e aumento da licença maternidade de quatro para seis meses.

Atualmente os médicos residentes recebem o salário no valor de R$ 1.916,45. Eles reclamam que esse valor está congelado há quatro anos. Em 2007, um reajuste de 23,7% teria sido prometido pelo governo, mas não foi cumprido.
 


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