Vida Urbana

Funcionários revelam que procura é grande

Os produtos proibidos são vendidos a preços que variam de R$ 235, no caso do M-drol, até R$ 325, no caso do Halovar que, segundo o funcionário de uma das lojas, é um produto que proporciona resultados de ganho muscular mais rápido. Sem saber que a conversa estava sendo gravada, o funcionário revelou que os […]




Os produtos proibidos são vendidos a preços que variam de R$ 235, no caso do M-drol, até R$ 325, no caso do Halovar que, segundo o funcionário de uma das lojas, é um produto que proporciona resultados de ganho muscular mais rápido. Sem saber que a conversa estava sendo gravada, o funcionário revelou que os produtos são muito procurados e que não estavam expostos porque eram “especiais” e, portanto, só se encontrariam em estoque.

Em uma das duas vezes que a reportagem esteve na loja no Centro da cidade, ainda sem se identificar, presenciou a venda do produto a um casal, enquanto o funcionário anotava no papel um ciclo que determinava a ingestão de cerca de 30 comprimidos de M-drol durante quatro semanas: na primeira, cada usuário tomaria uma cápsula pela manhã; na segunda e terceira semanas, uma cápsula pela manhã e outra à noite; e na quarta semana, o esteroide seria administrado apenas à noite.

Nos fins de semana ocorreria o que o vendedor chamou de ‘descanso’, uma pausa após o uso do esteroide, que seria acompanhado pelo consumo diário de cinco claras de ovos e doses de suplementos como proteínas, aminoácidos e maltodextrina, estes sim legalizados pela Anvisa.

Um dos dois compradores, que também não quis se identificar, foi entrevistado pela reportagem na saída da loja. Ele explicou que adquiriu a droga incentivado por um primo com o qual faz treinamento com pesos em uma academia. Segundo o jovem, nas quatro semanas de uso seu primo teve uma mudança considerável no seu porte físico, obtendo cinco quilos de massa muscular.

O entrevistado também contou que foi orientado a retornar à loja após o ciclo de quatro semanas para dar início ao que o funcionário chamou de Terapia Pós-Ciclo (TPC), atividade realizada com a ingestão de Tribulus Terrestris, substância que teve seu comércio suspenso pela Anvisa mediante uma resolução que data de dezembro de 2006.
 


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