Vida Urbana

Fogos são vendidos de forma irregular em JP

Investigação do Corpo de Bombeiros mostra que venda irregular de fogos acontece em pelo menos sete bairros de João Pessoa.




Fogos de artifícios estão sendo vendidos clandestinamente em pelo menos sete bairros de João Pessoa, segundo resultados parciais de uma investigação do Corpo de Bombeiros, que ainda está em andamento. Na maioria dos casos, o comércio vem ocorrendo em fiteiros e barracas, instalados dentro de mercados públicos e próximos a pontos de ônibus. Em João Pessoa, apenas as 20 barracas instaladas ao lado do Estádio Almeidão, no bairro do Cristo Redentor, possuem autorização do Corpo de Bombeiros e do Ministério Público da Paraíba para vender os explosivos.

Os pontos de venda clandestina já foram identificados nos bairros de Mangabeira, Bessa, Mandacaru, Geisel, Cruz das Armas, Manaíra e Róger. Segundo o diretor de Atividades Técnicas do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Jobson Ferreira, os locais serão alvo de operações, previstas para começar na próxima semana.

Além de ter a mercadoria apreendida, os responsáveis pelo comércio ilegal poderão ser indiciados por crime de incolumidade pública, que é praticado quando alguém coloca em risco a segurança da população. “Por terem pólvora em sua composição e serem altamente inflamáveis, os fogos de artifícios só podem ser comercializados dentro das normas de segurança, previstas em lei. A desobediência a essas regras põe em risco não apenas a própria pessoa que comercializa, mas também as que estão em volta”, disse o diretor.

De acordo com o presidente da Associação dos Comerciantes de Fogos de Artifícios da Paraíba, Vamberto França, a venda clandestina de fogos é uma prática comum nessa época do ano e ocorre principalmente em virtude das normas rígidas que regem o comércio desses tipos de produtos.

Ele explica que a venda de fogos de artifícios, principalmente os de grande proporções, como as bombas, é totalmente proibida aos menores de 18 anos. Os produtos só podem ser vendidos a adultos e os comerciantes são obrigados até a exigir a carteira de identidade do cliente, para comprovar a idade. No entanto, essas exigências são cumpridas apenas por estabelecimentos credenciados junto aos bombeiros.

“Não vendemos os fogos aos adolescentes, porque não sabemos o que será feito com o produto. Uma bomba, por exemplo, pode ser usada por criminosos para explodir ônibus. Mas, quando a gente não vende, essas pessoas vão comprar nos pontos clandestinos, onde não há fiscalização alguma”, afirmou.

A reportagem do JORNAL DA PARAÍBA esteve em um dos pontos denunciados pela associação e constatou a prática ilícita.

Em uma barraca localizada diante de um supermercado, no bairro do Geisel, os fogos de artifícios são vendidos livremente e à luz do dia.

A barraca fica próximo a um ponto de ônibus, lado a lado com outros comércios, em um local de grande concentração de pessoas e embaixo da fiação elétrica, o que aumenta o risco de explosão, em caso de qualquer incêndio. “As pessoas que comercializam esses produtos de forma ilegal desconhecem os perigos. Faremos uma operação para apreender essas mercadorias”, declarou Jobson.
 


Você sabia que o Jornal da Paraíba está no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter? Siga-nos por lá. Encontrou algum erro? Entre em contato.