Vida Urbana

Feiras livres e mercados de Campina Grande serão disciplinados e ruas não poderão ser interditadas

Medida foi tomada pela Prefeitura, após aglomeração de pessoas no bairro da Prata.




A tradicional Feira da Prata tem maior fluxo aos sábados e domingos. Foto: Procon de Campina Grande/ Divulgação

A feira livre pode ser considerada um movimento social, econômico, antropológico e até cultural, enraizada em todas as regiões do país, mas com maior força no Nordeste. Porém, a principal preocupação nos últimos dias tem sido a de evitar aglomerações de pessoas, por causa do novo coronavírus. Em Campina Grande, a tradicional Feira da Prata funcionou normalmente neste domingo (22), oferecendo um sério risco à saúde pública da Rainha da Borborema.

Por isso, o prefeito Romero Rodrigues anunciou que, a partir do próximo domingo (29), não será permitida a interdição das ruas que ficam no entorno dos mercados públicos. A proibição é válida para todas as feiras, principalmente as dos bairros da Prata, Malvinas, Liberdade e Centro. A determinação é válida até o dia 4 de abril.

Só estará liberado o comércio que funciona dentro dos mercados públicos, que passará por uma fiscalização de vigilância e saúde, garantindo o cumprimento das orientações necessárias para o combate ao novo coronavírus.

Diariamente, há um fluxo de pessoas das cidades do Brejo, Cariri, Curimataú e Sertão até Campina Grande, na tentativa de realizar exames e fazer compras. Na mensagem, Romero ainda pediu a colaboração dos prefeitos da região de Campina Grande, para que também decretem medidas em suas cidades, na tentativa de evitar muitas pessoas se movimentando na Rainha da Borborema.

“Sozinho, nós teremos dificuldade. Usem a consciência, fiquem nas suas casas. O isolamento social é fator preponderante neste momento. Também fazemos um apelo aos prefeitos da região: não adianta promovermos uma série de ações em Campina Grande, se nas cidades da região não acontecer a mesma coisa”, disse.

 

Feiras estão ‘livres’?

 

Por causa das restrições sinalizadas em decreto pelo governador João Azevêdo (Cidadania) e por prefeitos de diversos municípios da Paraíba, um dos questionamentos que estão sendo feitos, diz respeito ao funcionamento das feiras livres e mercados públicos. Um levantamento feito pelo JORNAL DA PARAÍBA, concluiu que os decretos, até então publicados, isentam os mercados e são omissos em relação à feiras livres. Os mercados acabam sendo classificados junto aos supermercados, mercearias, padarias, postos de combustíveis e outros segmentos considerados essenciais para a vida humana.

Em Patos, no Sertão do estado, os mercados públicos e feiras livres funcionaram normalmente no sábado (21), o que levou o prefeito Ivanes Lacerda a tomar medidas ainda mais restritivas, como decretar a abertura do comércio apenas no período da manhã, a partir desta segunda-feira (23).


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