Vida Urbana

Família de paraibanos mortos quer acompanhar investigação na Espanha

Parentes dizem que não têm recebido informações sobre o caso por parte dos órgãos competentes.



Reprodução/El Confidencial
Reprodução/El Confidencial
Família foi encontrada morta dentro de casa; casal estava esquartejado

Os familiares dos paraibanos encontrados mortos na Espanha querem ir acompanhar de perto as investigações do caso na província de Guadalaraja. Eles não têm recursos para isso e cobram o apoio do Itamaraty e do governo da Paraíba para que consigam se deslocar até a Europa. A família foi encontrada morta na casa em que morava, no domingo(18).

As vítimas do crime são os paraibanos Marcos Nogueira e Janaína Santos Américo, de 39 anos, e os filhos deles, uma menina também paraibana, de quatro anos, e um menino de um ano, que nasceu na Espanha.
 

O irmão de Marcos Nogueira, Walfran Campos, disse que a família não tem recebido informações dos órgãos competentes sobre o caso. “O Itamaraty ainda não disse nada, não deu informação nenhuma. O consulado brasileiro em Madri não passou nenhuma informação para. Para que serve o consulado se em uma hora como essa não dá informações?”, questionou .

Walfran também mencionou o fato de não ter nenhum tipo de apoio por parte do governo do Estado. “Temos quatro paraibanos assassinados e o governo não se prontifica em nada. Não mandou uma pessoa a nossa casa, para perguntar o que estávamos precisando, um apoio financeiro, moral, nada”, ressaltou. Para ele, a administração estadual poderia ao menos bancar a viagem e a hospedagem de um familiar em Madri.

A investigação da polícia da Espanha acredita que a família paraibana foi vítima de um acerto de contas. O irmão de Marcos destacou que não tinha informações se eles vinham passando por algum tipo de problema. “Se ele tava com algum problema financeiro ou de briga com alguma pessoa, ele não nos informou. Ele nunca quis passar problemas para a família”, pontuou. Walfran, no entanto, destacou que não falava com o irmão há cerca de um mês, exatamente o prazo que a polícia espanhola acredita que as mortes tenham acontecido.

Ele ainda contestou uma outra tese da investigação: de que as mortes teriam relação com o tráfico de drogas. “Escutei da imprensa dizer que meu irmão estava envolvido com drogas, isso é um absurdo. Eu quero que a polícia espanhola, a polícia brasileira se envolva no carro, corra atrás, pegue os envolvidos e descubra a verdadeira versão, a verdadeira história desse crime horrível”, declarou.

 

Procurado, o Itamaraty informou ao JORNAL DA PARAÍBA que acompanha o caso, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Madri, e mantém contato com as autoridades locais. O órgão afirmou também que, em respeito à privacidade dos cidadãos brasileiros no exterior, e em cumprimento à determinação das autoridades locais de que as investigações tramitem em sigilo, não está autorizado a divulgar mais informações sobre o caso.

A reportagem também entrou em contato com o governo da Paraíba  para ter respostas sobre os questionamentos de Walfran Campos, mas não recebeu retorno.

(Atualizada às 13h35)

 

 

 

 


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