Vida Urbana

Falha no sistema afasta prestadores de serviço

Contratos de prestadores de serviços não foram renovados por falha no sistema, cerca de 273 servidores ficaram sem receber salários.




A 3ª Regional de Ensino de Campina Grande confirmou que 273 servidores prestadores de serviço de diversas unidades de ensino da cidade não tiveram seus contratos renovados.

Segundo ela, o motivo foi uma falha no sistema que envolve as secretarias de Administração e Educação. “Esse problema atingiu todo o Estado, mas em breve será solucionado”, disse a professora Sandra Fátima Santos, responsável pela 3ª Regional.

“Nós ainda não identificamos onde houve essa falha, mas podemos adiantar que nenhum servidor foi demitido. Eles foram afastados por conta desse problema no pagamento e estamos buscando solucionar isso o mais rápido possível para que eles recebam seus salários, já que as escolas não podem parar de funcionar”, explicou a gestora, que garantiu a recontratação dos professores e dos profissionais de apoio. “Todos terão seus contratos renovados. Esse problema aconteceu em todas as regionais e nós estamos buscando solucioná-lo”, destacou Fátima.

Os protestos em decorrência das demissões não param. Ontem, numa mobilização por causa da saída de 19 funcionários, os alunos da Escola de Audiocomunicação de Campina Grande (Edac), única na cidade que tem atendimento especializado a estudantes surdos e mudos, realizaram uma caminhada saindo da sede da escola no bairro de Santo Antônio e foram até a Praça da Bandeira, no centro. Com faixas e cartazes eles pediram que os professores e funcionários da unidade voltem ao trabalho para que as aulas não sejam suspensas por falta de pessoal.

Francisca da Silva, funcionária da Edac, afirmou que continua temerosa acerca do futuro da unidade, que está funcionando provisoriamente em uma casa alugada, enquanto que as obras de recuperação do prédio próprio da escola ainda não têm prazo para começar. Outro grave problema é a falta de funcionários para que as aulas continuem.

“Nós não temos um vigia que cuide da proteção da escola, não tem merendeira, nem professores e intérpretes. Então, como fica nossa situação?A gente não tem condição de abrir a escola desse jeito, o que irá prejudicar os mais de 270 alunos que atendemos”, disse. A 3ª Regional de Ensino só confirma a saída de três funcionários da escola, que serão substituídos por concursados.


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