Vida Urbana

Em nove meses ONG ajudou a salvar mais de 11 mil tartarugas no litoral da Paraíba

Equipe da Guariju conseguiu rastrear 179 ninhos. São os números mais expressivos dos últimos cinco anos




Foto: Rita Mascarenhas/ONG Tartarugas Urbanas Guajiru

Contribuir com a vida do planeta e com a sobrevivência de milhares de tartarugas. Esse é o objetivo principal da ONG Guariju, que tem mapeado o litoral paraibano em busca de ninhos de tartaruga para ajudá-las a voltar para o mar. A entidade realizou a soltura e o encaminhamento para o mar de 11.568 filhotes de tartarugas marinhas entre outubro de 2019 e julho de 2020, o que corresponde ao último período reprodutivo da espécie no litoral paraibano. O levantamento foi publicado neste domingo (2), indicando também que a equipe da ONG conseguiu rastrear 179 ninhos. São os números mais expressivos dos últimos cinco anos.

De acordo com Danielle Siqueira, que computou os dados pela ONG Guajiru, a espécie tartaruga-de-pente, que é classificada como “criticamente ameaçada de extinção”, é a mais comum do litoral paraibano, o que torna o trabalho ainda mais importante. “Os números são relevantes e mostra tamanho empenho e esforço da equipe como um todo”, comenta.

A pandemia trouxe dificuldades adicionais para a entidade. É que a equipe da ONG teve de ser reduzida, mas o trabalho de salvamento dos animais não sofreu interrupção. “Algumas delas vão ser capaz de chegar à fase de atividade reprodutiva, de maturidade sexual, que no caso desta espécie é aos 30 anos de idade. É um longo período. Mas alguns desses filhotes vão voltar para a praia e deixar descendentes”, comemora.

Danielle fala também de uma particularidade das tartarugas que, segundo ela, deixa todos ainda mais animados. “Este tipo de tartaruga tem fidelidade ao lugar de nascença. Então a tartaruga que nasceu aqui vai voltar para desovar na mesma praia que nasceu. É a garantia de que vai haver tartarugas desovando no litoral paraibano por vários anos daqui para a frente”.

A Guajiru tem 18 anos de história. As praias de Intermares e de Ponta de Campina, ambas em Cabedelo, são os locais que concentram a maior parte dos ninhos acompanhados pela entidade.


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