Vida Urbana

Economia com troca de lâmpadas pode chegar a 90% na conta

Do consumo total de uma residência, 20% da conta é gasto com iluminação. Especialistas afirmam que a simples troca pela lâmpada certa traz economias visíveis.




O aumento na conta de energia vem pesando no bolso dos paraibanos: o último reajuste, definido em março deste ano pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aumentou a conta em até 5,7% nos municípios do Estado. Com esses reajustes, a conta de luz pode causar sustos no orçamento. Mas não precisa ser assim.

Além das medidas mais recorrentes como não deixar luzes acessas, não usar o chuveiro elétrico, juntar as roupas para lavar e passar de uma vez, abrir a geladeira o mínimo possível, especialistas recomendam que a adoção de lâmpadas mais eficientes fazem diferença no bolso. "Trocar as lâmpadas das residências pode ser, sim, uma boa saída", recomenda o o gerente de eficiência energética da Energisa Paraíba, Fabrício Medeiros.

"Apesar da venda de lâmpadas incandescentes de 60 watts, as amareladas, ter sido proibida desde o dia 1º de julho, muita gente ainda continua utilizando esse tipo de lâmpada para iluminação, mas ela é conhecida por sua ineficiência", explica Medeiros.

Segundo ele, apesar das lâmpadas incandescentes serem mais baratas (quando ainda eram vendidas), o consumidor pode poupar dinheiro a longo prazo – e isso vale também para as lâmpadas fluorescentes, mais comuns hoje em dia. "As fluorescentes são uma boa alternativa, mas a tendência atualmente é que elas também sejam substituídas pelas lâmpadas de LED", afirma.

As lâmpadas de LED (Light Emitting Diode ou diodo de emissão de luz) são mais frias, têm uma duração maior e gastam menos energia. Segundo Patrícia Coelho, consultora de uma empresa de iluminação, a lâmpada de LED pode ajudar a diminuir a conta de luz. "É uma iluminação mais sustentável, limpa, com mais durabilidade", sintetiza.

A vantagem na utilização das lâmpadas de LED já começam a ser percebida pelos gestores municipais do Estado. Em maio deste ano, o município de Bananeiras, no Brejo, substituiu todas as lâmpadas comuns da iluminação pública por lâmpadas de LED. O investimento de R$ 1,5 milhão visou, segundo o diretor-presidente da Energisa na Paraíba, André Theobald, “oferecer opções de economia às administrações municipais e pensar no consumo sustentável”.

LED é opção mais viável a médio e longo prazo, dizem especialistas

Conforme Fabrício, em média cerca de 20% do valor da conta de energia na Paraíba é referente à iluminação da residência com uma lâmpada incandescente. "A média da conta no Estado é de R$ 81,00, mas tomando como exemplo uma conta de R$ 100,00, temos R$ 20,00 consumidos apenas pelas lâmpadas", diz.

No caso do consumidor trocar todas as lâmpadas incandescentes por lâmpadas de LED, segundo Fabrício, a economia chega a ser de 90%. "Se o consumidor gastava R$ 20,00 com iluminação, passa a gastar apenas R$ 2,00", explica ele.

Segundo o gerente, apesar do preço da lâmpada de LED ser mais caro nas lojas, em cerca de um a três meses o valor é recompensado. "A médio e longo prazo, a utilização da LED compensa no bolso. A LED é uma luz fria, que não produz calor, e por isso é muito mais eficiente", ressalta. "Além disso, há a questão da vida útil: enquanto uma incandescente funciona cerca de mil horas antes de falhar, uma fluorescente compacta dura 8 mil horas – e uma LED, 50 mil horas", explica ele.

Uma outra questão que o consumidor deve considerar na hora de escolher as lâmpadas de casa envolve o meio ambiente e a segurança da família. “A lâmpada fluorescente emite uma luz com pequenas quantidades de raio ultravioleta (UV), o que pode ser prejudicial à saúde”, diz Fabrício. Além disso, a LED é, das três opções, a mais amigável ao meio ambiente. “Ela não possui nenhum tipo de metal pesado na sua composição – como o mercúrio das lâmpadas fluorescentes”, completa Patrícia.

População deve pensar em alternativas para fugir dos preços altos

Para Fabrício, além da troca da iluminação da residência, o cidadão pode tomar outras medidas que ajudam a diminuir a conta de luz. “Retirar aparelhos que não estão sendo utilizados das tomadas é uma dica que parece batida, mas que funciona”, garantiu ele. Além disso, limitar o uso de produtos que consumem muita energia, como ares-condicionados, faz um diferencial na conta no fim do mês.

No fim das contas, o consumidor deve encontrar alternativas para driblar o aumento na tarifa e evitar (muitas) surpresas no fim do mês. “Com um pouco de pesquisa e controle de usos, dá pra manter a conta de luz dentro do orçamento”, resume Fabrício.


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