Vida Urbana

Dom Aldo Pagotto voltará ao Fórum Criminal no dia 19 de abril

Arcebispo processou Mariana José Augusto de Souza por calúnia e difamação. Na próxima audiência eles vão apresentar testemunhas.




O arcebispo da Paraíba, dom Aldo Pagotto, voltará ao Fórum Criminal de João Pessoa no dia 19 de abril, às 14h, para audiência de instrução no processo movido por ele contra Mariana José Augusto de Souza. Pagotto processou a mulher alegando ter sido vítima de calúnia e difamação após a publicação de uma carta, assinada por ela, com diversas acusações contra o arcebispo e outros padres. Na audiência de conciliação, realizada na última quarta-feira, Pagotto disse, em juízo, que pretende continuar com o processo.

Mariana, por sua vez, reafirma o conteúdo da carta. “Na audiência, ela disse que não retira uma vírgula, nem acrescenta mais nada. O que está na carta corresponde à verdade. Mariana mostra firmeza em suas palavras. Para ela, a publicação da carta foi, enquanto religiosa que é, um ato de libertação”, disse o advogado Iarley Maia, que responde pela defesa da mulher. Segundo ele, Mariana prefere não conversar com jornalistas, mas não o proíbe de falar sobre o processo.

No próximo encontro entre Mariana e Pagotto – ela no papel de acusada e ele no de vítima – as partes devem apresentar suas testemunhas. Segundo Maia, a mulher prestava serviços para a Arquidiocese da Paraíba e consequentemente para o arcebispo. “Diante de muita coisa que ela ouvia na casa paroquial, achou por bem escrever a tal carta, relatando os fatos. A intenção dela era enviar o documento ao Vaticano, mas não sei dizer se ela realmente fez isso. Não tenho essa informação”, pontuou.

Em entrevista na última quarta-feira, a defesa do arcebispo lembrou que Mariana mudou a versão dos fatos, desmentindo todas as acusações e insinuou que “há pessoas por trás disso”. No entanto, segundo Maia, ela sustenta a primeira versão da carta, na íntegra. Ele não soube informar em quais circunstâncias teriam se dado a negativa de Mariana e acrescentou que não conversou com sua cliente sobre esse fato. “Não sei informar nada sobre essa suposta declaração contraditória. Eu não sei como se deu isso. O que sei é que ela reafirma o que disse na carta”, destacou.

A reportagem procurou a Arquidiocese da Paraíba, que disse, através da assessoria de imprensa, que não há mais nada a ser acrescentado além do que foi publicado na edição de ontem do JORNAL DA PARAÍBA. Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, dom Aldo segue com o processo criminal com o objetivo de que Mariana seja responsabilizada pelo que ele classifica como calúnia e difamação, crimes contra a honra tipificados no Código Penal Brasileiro.


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