Vida Urbana

Docentes da UFCG podem suspender greve

Cerca de 1.500 profissionais estão parados e solicitam melhores condições de trabalho, além de uma reestrutura na carreira.




Os docentes da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) realizaram mais uma assembleia na manhã de ontem, no campus sede, mas a maioria decidiu pela manutenção da greve, que já dura quase quatro meses. Cerca de 1.500 profissionais estão parados e solicitam melhores condições de trabalho, além de uma reestrutura na carreira.

Na próxima semana a categoria realizará mais uma reunião e discutirá novamente sobre a paralisação, inclusive sobre uma suspensão unificada da greve, a partir do dia 17 deste mês.

Segundo o professor e membro do comando de greve, Thiago Romeu, a decisão foi votada por maioria dos participantes da assembleia. Ele informou que os docentes procuram uma saída unificada em todo o país. “Entramos em greve no dia 17 de maio de forma unificada e pretendemos acabar com as paralisações de forma unificada também com todas as universidades federais”, disse. O professor informou que os dossiês elaborados por 39 instituições de ensino superior, incluindo a UFCG, foram encaminhados para o comando nacional de greve e tratam da estrutura das universidades.

“Foi justamente por isso que incluímos na pauta de reivindicações as melhorias no trabalho”, explicou. Além disso, o professor informou que a categoria, em todo o Brasil, luta por uma reestrutura na carreira. “Está sendo criada uma hierarquização dentro da categoria, através da criação de tarefas politicamente designadas. Isso é a precarização da nossa carreira”, contou. Ele continuou dizendo que o núcleo da UFCG pretende se reunir com a pró-reitoria de Ensino, através de uma participação na elaboração de um calendário que reporá as aulas perdidas.

A expectativa é que outra assembleia seja realizada no início da próxima semana, quando serão discutidos mais uma vez os “caminhos” da greve.


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