Vida Urbana

Docentes ameaçam só repor aulas após ressarcimento de salários

Apesar de voltarem ao trabalho nesta segunda-feira, professores da rede estadual ameaçam não repor aulas que não foram ministradas durante mais de um mês de greve.




Karoline Zilah

Apesar de voltarem ao trabalho nesta segunda-feira (6) por determinação da Justiça, os professores da rede estadual de ensino ameaçam não repor as aulas que deixaram de ser ministradas durante mais de um mês de greve. Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Paraíba (Sintep) informou que a reposição das aulas só será discutida com o Governo do Estado quando os descontos salariais forem ressarcidos.

A asssessoria jurídica do sindicato prepara uma ação com pedido de tutela antecipada para reivindicar na Justiça os salários cortados. A Secretaria Estadual de Educação informou que aplicou descontos nos contracheques dos grevistas, relativos aos dias não trabalhados.

Alguns profissionais denunciaram que os cortes foram feitos sem critérios, pois servidores que estariam de licença por motivos de saúde e até aposentados teriam sido afetados pela medida.

Cerca de 400 mil alunos tiveram o período letivo interrompido por causa do movimento grevista dos docentes pela implantação do piso salarial nacional. Devido à quantidade de estudantes prejudicados, o desembargador Romero Marcelo da Fonseca Oliveira decretou, na última quarta-feira (1), que a categoria retornasse às salas de aula dentro de 72 horas, sob pena de multa diária de R$ 20 mil caso a decisão fosse descumprida.

Reivindicações

Os docentes reivindicam a implantação do piso salarial nacional na Paraíba. Na proposta, o Estado oferece R$ 926,17 e uma bolsa desempenho de R$ 230. A remuneração proposta, então, soma R$ 1.156,17, sendo 29,77% superior ao piso nacional, segundo o secretário-chefe.

Os professores, no entanto, argumentam que no salário estão agregadas as gratificações de Estímulo à Docência (GED) e Especial de Atividades Pedagógicas (Geap), que já era direito da categoria.


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