Vida Urbana

Dnocs promete fim do racionamento em Campina Grande em 60 dias

Reforço no abastecimento começa em abril e beneficiará 18 cidades polarizadas pela ‘Rainha da Borborema’.



Delfim Martins/MI
Delfim Martins/MI
Águas da transposição devem chegar a Monteiro no domingo (5)

Com a chegada da água da transposição do Rio São Francisco à Paraíba no domingo (5), o abastecimento em Campina Grande e mais 18 municípios do Agreste deve voltar ao normal em até 60 dias. Segundo o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), até maio, o racionamento deve acabar na região, que sofre com a crise hídrica.

De acordo com o coordenador estadual do Dnocs na Paraíba, Alberto Gomes, a água entra no Estado pelo açude de Poções, em Monteiro, e segue até o reservatório de Boqueirão. Todo esse percurso deve ser concluído na primeira quinzena de abril.

"A população já vai sentir uma melhora no rodízio. E, em 30 dias, em maio, deve regularizar. Hoje a água da transposição chega à Paraíba numa vazão de 8 metros cúbicos por segundo. Mas agora, até normalizar o abastecimento em Campina Grande e nas outras 18 cidades, são 11 metros cúbicos por segundo", explica o coordenador do Dnocs.

Antes de alcançar Boqueirão, a transposição ainda passa por Camalaú. "Essas barragens estão sendo modernizadas. Em Poções [açude de Monteiro], fizemos uma intervenção para que a água descesse direto na calha do rio Paraíba. A água vai ser consumida a partir do dia que ela chega. Domingo, entra em Monteiro e deve levar três a cinco dias até Poções. De lá até Camalaú, são cinco a sete dias. E de Camalaú até Boqueirão, mais uns 25 dias", detalha Gomes. Ao todo, mais de 20 municípios do Cariri e do Agreste serão beneficiados.

Roubo de água

Em entrevista à CBN João Pessoa na manhã desta sexta-feira (3), o presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), João Fernandes, afirmou que não está preocupado com possíveis casos de roubo das águas da transposição.

"Nós vamos monitorar de Monteiro a Boqueirão. É lógico que uma família que precisar de água e pegar diretamente do rio não tem problema, porque o acesso à água é um direito humano universal e uso insignificante não atrapalha. Mas quem abusar, para farra, vai ser responsabilizado. A gente apreende a bomba e a pessoa só vai poder usar se for regularizada. A prioridade é o consumo humano, animal e urbano. Depois, vamos estender para outros usos", disse.


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