Vida Urbana

Detentos provocam tumulto no Roger após suspensão de visitas

Visitas foram suspensas após serem encontrados celulares e drogas em um dos pavilhões. PM chegou a confirmar uma morte, mas Seap negou.



Jaine Alves
Jaine Alves
Familiares se aglomeraram em frente ao presídio em busca de notícias

Presos da Penitenciária Flósculo da Nóbrega, o presídio do Roger, em João Pessoa, se envolveram em um tumulto no início da manhã desta quinta-feira (20). De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), eles se rebelaram após a direção ter suspendido as visitas na unidade. A Polícia Militar informou que um detento tinha sido morto durante a confusão, mas esse fato foi negado pelo secretário da Seap, Wagner Dorta.

De acordo com Dorta, as visitas no Roger foram suspensas depois que uma operação pente fino encontrou drogas e celulares na unidade na quarta-feira (19). “Alguns deles foram autuados depois disso. Eles não gostaram e iniciaram essa confusão”, relatou o secretário.

O tumulto foi registrado no pavilhão quatro, que tem aproximadamente 100 presos. Com a informação do motim, familiares dos detentos se concentraram na frente do presídio e chegaram a relatar que tinham ouvidos disparos vindos de dentro da unidade. Eles também tiveram a informação de que três apenados teriam ficado feridos.

“Desde que meu marido entrou nesse lugar que eu não tenho mais sossego, eu não durmo mais, porque qualquer coisa a gente sai de casa correndo para cá. Eu fico apavorada, sem saber como ele está, se está ferido ou não”, relatou a esposa de um detento que está preso há um ano e dois meses.

Contudo, o secretário Wagner Dorta disse que o tumulto foi contornado em cerca de cinco minutos pelos agentes penitenciários e por homens do Grupo Especial de Operações Penitenciárias (GPOE). “Apenas um preso ficou levemente ferido, ele foi atendido dentro do presídio mesmo”, garantiu o secretário.

O diretor do Roger, Lincon Gomes, contou que o tumulto foi provocado por cerca de 12 apenados, que seriam os responsáveis pelos materiais apreendidos. Eles chegaram a atear fogo em um colchão dentro do pavilhão.“A situação está controlada, tem apenas um preso ferido, com escoriações, porque e caiu de cima da grade”. O diretor ressaltou que o Corpo de Bombeiros entrou na unidade para atender detentos que passaram mal com a confusão.

Lincon afirmou que a suspensão das visitas seria por 15 dias, mas após o motim esse tempo será estendido para 30. “Eu não admito esse tipo de situação dentro do presídio, o apenado tem que seguir as regras e a disciplina.
 

(Atualizada às 8h55)

 


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