Vida Urbana

Detentos do Serrotão, em Campina Grande, protestam exigindo melhorias

Dentre as reclamações estão superlotação, demora na liberação dos alvarás de soltura, falta de remédios, comida estragada dentre outras.



Leonardo Silva
Leonardo Silva
Cerca de 100 apenados subiram em cima dos telhados dos pavilhões e começaram o movimento.

Desde as 8h da manhã desta sexta-feira (13), os detentos do presidio regional Raimundo Asfora (Serrotão), em Campina Grande, iniciaram um protesto exigindo melhorias na unidade. Cerca de 100 apenados subiram em cima dos telhados dos pavilhões e começaram o movimento. As principais reclamações deles são superlotação, demora na liberação dos alvarás de soltura, falta de remédios, além de acusações sobre falta de respeito com visitantes e comida estragada. A ação começou no horário do banho de sol e até às 12h o protesto seguia em andamento.

De acordo com os presidiários, as celas estão cheias e não há condições de convívio entre os presos. Alguns alegaram que já tiveram o alvará de soltura expedido pela justiça, mas, ainda não foram liberados. Segundo os manifestantes, a direção do presídio serve comida estragada e falta com respeito as visitantes, durante as revistas para entrada. Um dos presos também acusou a direção de negar medicamentos à apenados doentes. 
 
O diretor do Serrotão, Manoel Ozório, disse que não iria dar entrevista por orientação da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), mas, a assessoria de imprensa do presídio respondeu as acusações, alegando que a superlotação e demora para liberação de presos com alvará não depende da direção, mas sim da justiça, uma vez que só pode liberar quando há a ordem do juiz.
 
Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, as acusações sobre comida estragada e falta de respeito com visitas não são verdadeiras e informou que, às vezes, falta carne nas refeições, mas esta é substituída por ovos. Já sobre as revistas, a assessoria destacou que o presídio conta com um aparelho raio X de corpo e as visitantes não precisam nem retirar mais as roupas para passarem no equipamento, que consegue flagrar tranquilamente as mulheres que tentarem entrar no local com materiais ilícitos escondidos. 
 


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