Vida Urbana

Decretada a prisão preventiva do motorista de carro de luxo suspeito de matar baterista na PB

Pedido do delegado Carlos Othon foi deferido pelo juízo do 2º Tribunal do Júri.




Antônio Carlos Gomes teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

O 2º Tribunal do júri da capital converteu em preventiva a prisão temporária de Antônio Carlos Gomes de Oliveira. Ele é suspeito de homicídio doloso por dirigir em alta velocidade, fugir da polícia e bater no carro em que estava o baterista da banda Tuareg’s, Jailson Bezerra, mais conhecido como Dainha Batera, que morreu na colisão. O crime aconteceu no domingo (24), em um cruzamento no bairro de Manaíra, em João Pessoa.

“Diante dos depoimentos, de fotos e de imagens que coletamos, chegamos a conclusão de que ele cometeu um homicídio doloso, com dolo eventual por ter assumido o risco de produzir o resultado e, mais do que isso, indiferente ao resultado que ele acabou causando”, disse o delegado Carlos Othon, que pediu a conversão da prisão à Justiça.

De acordo com informações da polícia ao G1, Antônio Carlos desrespeitou a ordem de parada dos policiais, por dirigir perigosamente em um carro de luxo, e seguiu em alta velocidade. Após passar por vários cruzamentos desrespeitando a preferência, atingiu o carro de Dainha, que bateu em outro veículo. O suspeito foi preso em flagrante.

Mesmo com a decretação da prisão preventiva, devido à pandemia, Antônio Carlos Gomes vai continuar em isolamento em uma carceragem da Central de Polícia por 14 dias. De acordo com a assessoria da Secretaria de Administração Penitenciária, depois da quarentena é que a justiça decide pra qual penitenciária ele deverá ser encaminhado.

 

Histórico de crime

 

Segundo o delegado, Antônio Carlos e a esposa já haviam sido presos no estado do Acre, suspeitos de estelionato, crime pelo qual ele já responde a um processo no Tocantins. A prisão no Acre aconteceu em 2016, quando ele e a esposa faziam compras online com cartões clonados. Ele é natural do Paraná e informou à polícia que estava na Paraíba há pelo menos quatro meses.

“Pelo histórico, tudo leva a crer que eles poderiam também estar aqui na Paraíba praticando este tipo de crime, mas essa é outra investigação. No caso da colisão, algumas imagens de redes sociais postadas pelo suspeito também foram coletadas, o que demonstra que ele fez várias adaptações no carro, transformando o motor do veículo e deixando com 550 cavalos, ou seja, é um indivíduo que tinha como hobby e prática diária fazer rachas. Ele sabia muito bem o que estava fazendo”, falou o delegado.

Motorista do carro branco morreu ainda no local do acidente, em Manaíra, João Pessoa — Foto: Yanka Oliveira/TV Cabo Branco

 

Perícia

 

O carro do suspeito, uma BMW, passou por uma perícia na segunda-feira (25), que só foi concluída nesta terça-feira. De acordo o perito Robson Félix, foram encontradas muitas modificações com irregularidades como acréscimo de potência no carro além do permitido, combustível ilegal, sistema de injeção eletrônica preparado para carro de corrida.

Ainda de acordo com o perito, o carro não estariam registrado em nome de Antônio Carlos Gomes de Oliveira, mas de outra pessoa, e tem placa de Goiânia- Goiás.

Foto: Felícia Arbex/TV Cabo Branco

Dainha

 

O corpo de Dainha Batera foi enterrado na segunda-feira (25), no cemitério de Santa Catarina, no Bairro dos Estado, em João Pessoa. Sob forte comoção, amigos e familiares do músicos prestaram uma homenagem ao morte, batucando baquetas no momento do sepultamento.

Foto: Reprodução/TV Cabo Branco


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