Vida Urbana

CRM-PB cobra local para esterilização e lavanderia em novo hospital para Covid em João Pessoa

Fiscalização também constatou que Prontovida tem problemas na escala de médicos da UTI.




Foto: divulgação/CRM-PB

Uma fiscalização do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) realizada no hospital Prontovida, aberta no último dia 15 de maio pela Prefeitura de João Pessoa para o tratamento exclusivo de paciente com Covid-19, constatou que a unidade foi inaugurada com algumas pendências. Além de não ter uma Central de Esterilização e Lavanderia, nem aparelho de Raio X portátil (sem radiologista), o CRM-PB observou problemas na escala médica da UTI.

Outro problema apontado pela fiscalização do CRM-PB é que a unidade também não teria diretor técnico para se responsabilizar por estas inconformidades. A equipe observou ainda que o hospital possui 20 leitos de enfermaria, sendo que 14 estavam ocupados no dia da fiscalização (22 de maio), e 10 leitos de UTI (com monitor e respirador), estando sete ocupados. Conforme informações da Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa, o Prontovida tem capacidade para 114 leitos, sendo 82 de enfermaria e 32 de UTI, que ainda podem ser instalados.

“Infelizmente alguns setores do hospital estão funcionando de forma improvisada. Algumas pendências precisam ser resolvidas com a mais brevidade possível”, destacou o diretor de fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa.

Segundo o João Alberto, a esterilização das roupas e materiais do hospital está sendo feita no Hospital Santa Isabel e levada em transporte não compatível com este fim. “Neste momento de pandemia, com a fácil disseminação do coronavírus, a esterilização é um serviço primordial. Esta situação não é aceita pela vigilância sanitária que exige que empresa especializada realize o transporte e esterilização das roupas e materiais”, afirmou.

Quanto à escala médica e a falta de diretor técnico, João Alberto explicou que a diretoria geral do hospital já entrou em contato com o CRM-PB, após a fiscalização, e prometeu preenchê-la com profissionais capacitados. No entanto, em alguns plantões, tem sido relatada a falta de médicos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), já que alguns têm se afastado. A diretoria do hospital também garantiu ao CRM-PB que até esta quarta-feira (3) será nomeado um diretor técnico para o hospital.

A reportagem do JORNAL DA PARAÍBA entrou em contato com a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde e aguarda retorno.

 

Fiscalização

 

O presidente do CRM-PB, Roberto Magliano de Morais, destacou que apesar das dificuldades que todos estão enfrentando, é preciso que haja uma estrutura adequada para que os profissionais de saúde realizem seus trabalhos. “É preciso que não faltem leitos de UTI, nem medicamentos para que possamos manter os pacientes vivos. Mas os médicos precisam também de equipamentos de proteção, contratos dignos e com garantias, pois estão se arriscando a adoecer e morrer. O CRM-PB solicita providências urgentes”, disse o presidente do CRM-PB.

“Obviamente que o CRM-PB não quer interditar um hospital tão importante para a população de João Pessoa. Mas estamos atentos e cobrando que as unidades funcionem de forma correta e digna”, completou o diretor de fiscalização. Ele ainda acrescentou que o hospital apresenta pontos positivos, como Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e álcool em gel em quantidade suficientes, além de laboratório com teste rápido para Covid e swabs coletados para análise do Lacen-PB.

 


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