Vida Urbana

CRM-PB afirma que faltam remédios para pacientes com Covid-19 em UTI do Hospital Metropolitano

Fiscalização do órgão ocorreu na quarta-feira (3); Também há irregularidades na escala médica.




Foto: José Marques/Secom-PB

Pacientes com Covid-19 internados no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, na Grande João Pessoa, sobretudo os que estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), podem não estar recebendo medicamentos essenciais para o tratamento, segundo o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB). O órgão realizou uma fiscalização na unidade na quarta-feira (3).

Segundo o CRM-PB, faltam medicamentos sedativos e bloqueadores neuromusculares para os pacientes infectados pelo novo coronavírus que estão intubados em UTIs da unidade. Além da falta de medicamentos, o Conselho também constatou irregularidades na escala médica, e uma ausência de médicos especialistas em UTI para cobrir alguns plantões.

Para o presidente do CRM-PB, Roberto Magliano, apesar das dificuldades que todos estão enfrentando, é preciso que haja uma estrutura mínima adequada para que os pacientes sejam assistidos.

“Determinados medicamentos são imprescindíveis para os pacientes que estão sedados e intubados na UTI. Além dos leitos e respiradores, é preciso que se tenham medicamentos, profissionais, insumos e toda uma estrutura para o tratamento do paciente”, disse o presidente do CRM-PB.

O Hospital Metropolitano está atendendo exclusivamente pacientes com Covid-19 desde a segunda metade do mês de maio, e conta com 60 leitos de UTI e 31 de enfermaria, conforme o Plano de Contingência da Secretaria de Estado da Saúde (SES). A equipe de fiscalização do CRM-PB elaborou um relatório, que será enviado ao Ministério Público, à Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a direção do Hospital Metropolitano.

O Secretário de Estado de Saúde Executivo da Paraíba, Daniel Beltrammi, afirmou em uma transmissão ao vivo pelas redes sociais da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que a falta de medicamentos no Hospital Metropolitano foi decorrência do baixo estoque nos fornecedores. 

“Houve um aumento na ocupação de leitos de UTI em todo o Brasil, isso faz com que haja uma demanda muito grande de medicamentos. Esse consumo pressionou todo o estoque não só na Paraíba, mas no Brasil inteiro. A região sudeste fez um consumo muito grande nos estoques destes medicamentos, mas tivemos cuidado para que não faltassem insumos por pelo menos 15 dias.”, comentou.


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